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Dólar sobe a R$ 5,51 com eleições nos EUA

Moeda americana registra alta de 1,21% nesta terça-feira impulsionada por eleições americanas e expectativa sobre taxa de juros nacional.

O dólar comercial iniciou a sessão desta terça-feira (3) em alta de 1,21%, cotado a R$ 5,5126, diante do cenário de eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms, e da expectativa sobre a decisão da taxa de juros no Brasil.

O avanço da moeda americana ocorre na esteira do potencial impacto político das eleições americanas, que renovam quase todo o Congresso e podem limitar ou ampliar o espaço do presidente Donald Trump para aprovar medidas econômicas. Essa movimentação influencia investidores globais, afetando também a trajetória do dólar no mercado doméstico.

Além disso, dados recentes do mercado de trabalho dos EUA seguem no radar, pois indicam os possíveis próximos passos do Federal Reserve (Fed, banco central americano) sobre as taxas de juros, elemento essencial para os mercados internacionais.

Por aqui, o mercado aguarda a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para quarta-feira (4), quando é esperada a manutenção da taxa Selic em 13,75% ao ano — juros básicos da economia brasileiros –, mesmo diante da pressão fiscal e eleitoral.

Bolsa brasileira registra queda histórica

Na última sexta-feira (30), o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, recuou 0,75%, fechando em 167.922 pontos, completando o quinto dia consecutivo de perdas. No acumulado da semana, o índice experimentou uma desvalorização de 18,12%, a quinta maior desde o início do Plano Real em 1994.

Esta queda expressiva é atribuída principalmente ao contexto político local, especialmente à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que surpreendeu parte dos investidores e motivou uma revisão nos preços dos ativos brasileiros. Essa oscilação é comparada a crises globais, como a de 11 de setembro de 2001 e o início da pandemia de Covid-19.

Mercados asiáticos fecham em baixa

Na Ásia, os índices acionários registraram perdas nesta terça-feira. O Índice de Xangai caiu 0,82%, o CSI300 baixou 0,20% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve retração de 3,59%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, avançou 0,57%, enquanto o mercado japonês permaneceu fechado.

Esse cenário evidencia a cautela dos investidores diante das medidas consideradas insuficientes para impulsionar o mercado regional, refletindo o clima global de atenção ao ambiente eleitoral e às políticas econômicas.

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