Justiça do Trabalho manda Meta remover posts que incentivam demissão
Decisão obriga Meta a retirar posts que estimulam patrões a demitir funcionários por motivo eleitoral e a exibir aviso contra discriminação política.
A Justiça do Trabalho determinou que a Meta, empresa controladora do Instagram, Facebook e Threads, remova em até 24 horas publicações que incentivem empregadores a vigiar, expor ou demitir funcionários em razão de seu voto. A decisão foi motivada por uma ação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e publicada em 29 de outubro de 2026.
Após o segundo turno das eleições, perfis nas plataformas começaram a divulgar mensagens direcionadas a empresários com orientações para demitir trabalhadores que tenham opiniões políticas diferentes. Além disso, havia publicações que expunham trabalhadores ao constrangimento com seus nomes e fotos, ou comemoravam tais demissões.
O MPT relatou que apenas quatro postagens de um perfil verificado com 3,8 milhões de seguidores alcançaram mais de 2 milhões de curtidas. Ainda conforme o órgão, entre 26 e 29 de outubro, foram registradas 1.459 denúncias de assédio eleitoral, totalizando 3.396 denúncias durante todo o pleito de 2026.
A Justiça do Trabalho exigiu também que a Meta exiba por cinco dias, em até 72 horas, um aviso para todos os usuários no Brasil informando que discriminação por convicção política e assédio eleitoral no ambiente de trabalho são proibidos.
O Ministério Público do Trabalho argumenta que a Meta é responsável pela circulação dessas mensagens porque permite que publicações ilegais permaneçam no ar por dias. Segundo o MPT, recursos da plataforma como a aba "Explorar" e os "Reels" sugeridos ampliam o alcance dessas postagens.
O MPT solicita ainda que a empresa implemente uma política permanente de prevenção ao assédio eleitoral, atualize suas regras de uso para proibir expressamente esse tipo de conteúdo, aumente a moderação no período eleitoral e preste contas regularmente à Justiça.
A ação foi assinada pelo procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, pela procuradora-chefe do MPT em São Paulo, Vera Lúcia Carlos, e por outros procuradores do órgão. Procurada pelo g1, a Meta informou que não comentará o caso.
Veja também
Simples: empresas têm até sexta para decidir pagamento de IBS e CBS
Em Economia
Feriado de Finados gera descanso prolongado em novembro
Em Economia
CIEE oferece 496 vagas de estágio e aprendizagem no Ceará
Em Trabalho e carreiras
Binance congela US$ 2,54 bi em cripto após suspeita de ataque
Em Mercados
Blue3 forma assessores focados em relacionamento e liderança
Em Trabalho e carreiras



Comentários
Entre na sua conta e seja o primeiro a comentar esta matéria.