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Elon Musk perde R$ 205 bilhões com derrota republicana nas eleições nos EUA

Derrota dos republicanos nas eleições americanas impacta negativamente os negócios e patrimônio de Elon Musk.

Elon Musk, maior financiador individual do partido republicano nas recentes eleições americanas, viu sua fortuna reduzir cerca de US$ 37,5 bilhões (cerca de R$ 186,2 bilhões, na cotação de 04/11), equivalentes a R$ 205,42 bilhões, em um só dia após a derrota expressiva do partido. O resultado das eleições de meio de mandato reforça o domínio dos democratas no Congresso e representa um revés político e financeiro para o bilionário, cujas empresas atuam fortemente em áreas como inteligência artificial, infraestrutura digital e contratos governamentais.

Com investimentos estimados em US$ 446 milhões (cerca de R$ 2,2 bilhões, na cotação de 04/11) para apoiar candidatos republicanos, sendo cerca de US$ 216 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão, na cotação de 04/11) destinados ao America PAC — comitê voltado para candidaturas conservadoras — Musk não conseguiu evitar a vitória democrata, que inclui, historicamente, a conquista da governança do Texas.

A nova governadora do Texas, Gina Hinojosa, derrotou o então governador Greg Abbott e já manifestou posição crítica aos incentivos fiscais e à expansão dos projetos ligados às empresas de Musk, especialmente os que envolvem data centers e áreas costeiras. Ela defende regras mais rígidas para tais investimentos e reforça que o estado não está à venda para interesses corporativos.

Leia também: Elon Musk ironiza derrota republicana após investir R$ 2,4 bilhões nas eleições

Essa mudança no cenário político nacional e local deve dificultar a aprovação de projetos e licenças cruciais para a expansão de negócios de Musk, especialmente os vinculados à SpaceX e à atividade em inteligência artificial, setores que demandam grande consumo de energia e estão sujeitos a intensificada fiscalização regulatória sob controle democrata no Congresso.

Robert Garcia, futuro presidente da Comissão de Fiscalização da Câmara, exemplifica essa pressão crescente ao sinalizar maior escrutínio sobre as operações das empresas do bilionário, que nos últimos anos enfrentou críticas por ações como o uso de sistemas de comunicação por satélite na Ucrânia, a condução da criptomoeda DOGE e benefícios governamentais recebidos.

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