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DF: dívida da Secretaria de Mobilidade supera R$ 1,4 bilhão

Tribunal de Contas do DF aponta dívida superior a R$ 1,4 bilhão da Secretaria de Mobilidade com empresas de ônibus e fornecedores.

1 de 3 Vista aérea de Brasília
1 de 3 Vista aérea de Brasília — Foto: Ana Volpe/Agência Senado

Um relatório do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) revelou que a Secretaria de Mobilidade do governo local acumula uma dívida superior a R$ 1,4 bilhão com fornecedores, incluindo as empresas que operam o transporte público no Distrito Federal. Os valores em atraso abrangem repasses referentes à tarifa técnica e às gratuidades para estudantes e pessoas com deficiência.

Conforme apurado pela reportagem, o montante em débito se estende a cinco empresas de ônibus, representando repasses atrasados previstos para este ano e exercícios anteriores. A inadimplência tem impactos diretos na operação do sistema, evidenciados pela apreensão judicial de 90 ônibus da empresa Marechal, ocorrida na última quarta-feira (28), motivada por dívidas com a fabricante Volvo.

Reação do governo e dos envolvidos

Em resposta, a Secretaria de Economia do Distrito Federal informou que cerca de 85% do déficit financeiro estimado em R$ 1 bilhão para 2026 já foi regularizado. Já a governadora Celina Leão, em entrevista pós-reeleição, declarou que as contas do governo estão equilibradas, com os pagamentos a fornecedores e servidores sob controle.

A Marechal reconheceu estar em negociação com a Volvo para resolver as pendências, embora tenha afirmado ter sido surpreendida pela decisão judicial que determinou a apreensão dos veículos. A fabricante sueca, por sua vez, justificou a medida como resultado de uma inadimplência prolongada, apesar das tentativas de negociação nos últimos seis meses.

Impactos no transporte público

Para mitigar a redução na frota, a Secretaria de Transporte e Mobilidade do DF acionou outras operadoras — Piracicabana, Urbi e BSBus — para apoiar a operação. A pasta estipulou um prazo de 24 horas para que a Marechal apresente um plano emergencial de contingência operacional, detalhando veículos disponíveis para remanejamento e estratégias para manter a oferta de transporte público. Caso não haja cumprimento, medidas adicionais serão adotadas conforme a regulamentação vigente.

Na manhã seguinte à apreensão, os ônibus da Marechal permaneciam parados em garagem em Taguatinga, enquanto o restante da frota da empresa continuou operando normalmente.

Tags: Distrito FederalDívida PúblicaTribunal de Contassecretaria de mobilidadetransporte público

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