Pastor detido por suspeita de violência doméstica e investigado por morte em motel em Catanduva
Alex Sandro Soares Zeca foi detido por suspeita de agredir a esposa e é investigado pela morte de homem em motel após consumo de álcool e drogas.
O pastor Alex Sandro Soares Zeca, de 47 anos, foi detido na manhã desta segunda-feira (19) em Catanduva, interior de São Paulo, sob suspeita de violência doméstica. Ele também é investigado pela Polícia Civil pelo envolvimento na morte de Fabricio Augusto Das Neves, de 33 anos, que ocorreu em um motel na cidade.
A Polícia Militar atendeu uma ocorrência em que Alex teria discutido com a esposa e exigido que ela deixasse a residência da família. Ao chegarem ao imóvel, os policiais foram recebidos pela mãe do pastor, que informou que ele havia fugido pelos fundos da casa. Posteriormente, o pastor foi encontrado escondido em um quarto nos fundos da casa de vizinhos, tentando impedir a entrada da equipe.
Após ser detido, Alex foi encaminhado ao Plantão Policial, onde foi ouvido e liberado. Na delegacia, as autoridades verificaram que ele também era suspeito de envolvimento na morte ocorrida no Motel Psiu, na noite de 12 de outubro.
Na data da morte, Fabricio Augusto estava acompanhado do pastor e de uma mulher de 26 anos, Ana Lígia Oliveira do Carmo. Os três consumiram bebidas alcoólicas e drogas, como maconha e cocaína, dentro da suíte do motel. Conforme depoimento de Ana, a cocaína foi oferecida pelo pastor Alex.
Fabricio apresentou sinais de mal-estar, entrando duas vezes no banheiro. Após a segunda vez, ele fez sinais de convulsão e expulsava espuma pela boca. O pastor tentou reanimar a vítima, jogando água na boca dele enquanto recebiam ajuda. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas constatou o óbito.
Antes de sair do motel, Alex tentou pagar a conta, mas foi impedido pelos funcionários. Em seguida, ele teria arrombado o portão na saída e fugido de carro. A Polícia Civil segue investigando o caso, que foi registrado como morte suspeita, dano, fraude processual, outras fraudes e porte de drogas para consumo pessoal.
Até o momento, a defesa do suspeito não se manifestou, e a Polícia Civil não divulgou atualizações sobre a investigação ou depoimentos adicionais.