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São Paulo

Ministério Público apreende R$ 155 mil e US$ 10 mil com carcereiro suspeito de facilitar regalias a Milton Leite na Cadeia de Mogi das Cruzes

Dinheiro foi encontrado na casa e durante busca na cadeia onde está Milton Leite, ex-vereador e ex-presidente da Câmara de São Paulo.

16/10/2026 às 17h35

Uma operação policial e do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), realizada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), apreendeu cerca de R$ 155 mil em dinheiro nacional e US$ 10 mil na casa de um carcereiro, além de aproximadamente R$ 4 mil durante busca na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, onde está preso o ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil).

O carcereiro é suspeito de facilitar regalias ao ex-parlamentar, como permitir visitas fora dos horários e dias permitidos, entre elas a de políticos como Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e os deputados estaduais Delegado Olin (PP) e Rogério Franco (PL).

A investigação foi iniciada a partir de denúncia anônima que apontava favorecimento a Milton Leite na prisão, como visitas de amigos e aliados políticas em horários noturnos e fins de semana, o que configuraria infração nas regras regimentais da cadeia.

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Contexto da prisão e investigação

Milton Leite está detido desde 18 de setembro na cadeia de Mogi das Cruzes, que é administrada pela Polícia Civil e fica anexa ao 1º Distrito Policial da cidade. Ele é investigado sob suspeita de envolvimento em esquema de ligação entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o setor de transporte público em São Paulo.

A Justiça de São Paulo prorrogou em 14 de outubro a prisão temporária de Milton e outros investigados por mais 30 dias. O ex-vereador é apontado como operador e suposto dono de empresas envolvidas com o PCC, como a Transwolff.

Objetivo da operação e buscas

A ação autorizada pela Justiça visa verificar as condições da prisão, apurar a existência de regalias e coletar provas como celulares e imagens de câmeras de monitoramento. Foram realizadas buscas em celas da cadeia, na casa do carcereiro e no 1º Distrito Policial.

Imagens registraram visitas suspeitas, inclusive a chegada de veículos ligados ao ex-preso e uma movimentação incomum na delegacia, onde Milton Leite permaneceu por quase uma hora sem explicação formal no processo.

Posicionamento do ex-vereador e familiares

Em entrevista concedida no IML, Milton Leite declarou sua inocência com relação às acusações e afirmou confiar na Justiça e na polícia para provar sua versão dos fatos. Um vídeo publicado pelo seu filho Alexandre Leite qualificou a prisão como injusta, indicando que irão recorrer judicialmente para esclarecer a situação.

A operação segue com investigação sobre corrupção ativa e passiva, e a Corregedoria da Polícia Civil poderá instaurar processo para apurar eventual participação de agentes públicos no caso de facilitação de regalias.

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