Prefeito Sandro Mabel critica vereadora Aava Santiago após coletiva sobre taxa do lixo em Goiânia
Prefeito chamou vereadora de "inconsequente" e usou expressão ofensiva ao final da entrevista. Aava considera declarações graves e avalia medidas judiciais.
Durante coletiva de imprensa sobre a taxa do lixo em Goiânia na manhã de sexta-feira (16), o prefeito Sandro Mabel (União Brasil) proferiu críticas à vereadora Aava Santiago (PSB), chegando a chamá-la de “inconsequente”. Ao final da entrevista, Mabel afirmou: “Cacete nessa vereadora malandra”.
A vereadora Aava Santiago manifestou indignação diante das declarações do prefeito, qualificando-as como graves e informando que, junto a sua equipe jurídica, avaliará medidas judiciais cabíveis. A Prefeitura de Goiânia optou por não se posicionar oficialmente sobre o ocorrido.
Contexto da Taxa do Lixo
Em outubro de 2026, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) declarou inconstitucional a fórmula utilizada para o cálculo da taxa do lixo em Goiânia, após ação judicial movida por Aava Santiago, que questionava os critérios técnicos e a transparência da metodologia adotada, não a necessidade da cobrança em si.
O prefeito Sandro Mabel argumentou que o município arcava com cerca de 70% do custo anual da coleta, estimado em R$ 900 milhões, e que, sem a fórmula atual, a taxa poderia quadruplicar para os contribuintes ou haver redução na frequência do serviço.
Mabel anunciou que pretende dialogar com Judiciário e Câmara Municipal para tentar reverter a decisão ou buscar soluções para a modulação dos efeitos da sentença.
Reivindicações da Vereadora
Aava Santiago cobra do Executivo a apresentação de um projeto de lei que respeite os parâmetros constitucionais, apontando fonte orçamentária de custeio e ampliando descontos à população. Ela também defende que o município apresente proposta para ressarcimento retroativo dos valores cobrados com base na fórmula anulada.
Reação da Vereadora
Por meio da assessoria de imprensa, a vereadora afirmou temer por sua segurança e integridade física diante das agressões verbais ocorridas, ressaltando que sua atividade como representante da oposição e fiscalizadora do Executivo é legítima nas instituições democráticas. Ela condenou ataques pessoais e intimidações direcionadas a agentes públicos.