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Ceará

Irmãs são sequestradas e assassinadas por falsos policiais que ameaçaram familiares no Ceará

Duas adolescentes foram retiradas à força de casa em Arneiroz e encontradas mortas em Tauá; suspeito foi preso e teve prisão convertida em preventiva.

Por 14/10/2026 às 20h04

Duas irmãs adolescentes, de 15 e 17 anos, foram sequestradas e assassinadas por integrantes de uma facção criminosa que se passaram por policiais na zona rural do município de Arneiroz, no interior do Ceará. As vítimas foram encontradas mortas em uma área de mata em Tauá, cidade próxima ao local do sequestro, na tarde de terça-feira (13).

Segundo informações da polícia, quatro homens chegaram em um veículo branco à residência onde as jovens moravam com os avós e se identificaram falsamente como policiais. Eles retiraram as adolescentes da casa à força, amarrando suas mãos com abraçadeiras de nylon. Antes de deixarem o local, os criminosos revelaram aos familiares que não eram policiais e ameaçaram matá-las, também intimidando os parentes para que não acionassem a polícia, o que retardou o início das investigações.

Investigação e prisão do suspeito

O suspeito, identificado como Antônio Wellington Alves Pires, de 27 anos, foi preso em flagrante no mesmo dia em que os corpos foram localizados. Na audiência de custódia realizada em 14 de outubro, a Justiça converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva. O homem foi autuado por homicídio qualificado e já respondia por tráfico de drogas.

Leia também: Irmãs são sequestradas por falsos policiais e assassinadas após suspeita de envolvimento com facções rivais no Ceará

As investigações indicam que o duplo homicídio está relacionado a desconfiança de membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa de origem paulista, de que as irmãs haviam migrado para o Comando Vermelho (CV), facção rival originária do Rio de Janeiro e com atuação no Ceará. Esta suspeita teria sido motivada pelo envolvimento amoroso de uma das adolescentes com um integrante do CV, além do histórico das jovens com o PCC.

O caso ainda está sob apuração pelas autoridades locais, que trabalham para identificar e capturar os outros envolvidos no crime.

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