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Ceará

MP pede arquivamento de investigação por indução ao suicídio contra namorado de Isabelle Caracristi

Ministério Público do Ceará solicitou arquivamento da apuração por indução ao suicídio contra João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi.

Por 14/10/2026 às 20h13

O Ministério Público do Ceará (MPCE) pediu nesta quarta-feira (14) o arquivamento da investigação que apurava a possibilidade de indução ao suicídio contra João Munhoz Neto, namorado de Isabelle Caracristi. O pedido foi feito após a conclusão do inquérito policial que, com base em 17 laudos periciais, indicou que a estudante cometeu suicídio.

João Munhoz havia sido preso em 22 de setembro e esteve detido no presídio de Aquiraz até o dia 1º de outubro, quando foi liberado mediante uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares. Ele foi indiciado pela Polícia Civil pelos crimes de violência psicológica e fraude processual, mas não por indução ao suicídio, embora essa hipótese tenha sido apresentada inicialmente pelas autoridades policiais.

O MPCE ressaltou que não há nos elementos colhidos provas que evidenciem dolo de matar nem a assunção consciente do risco de causar a morte por parte de João Munhoz, e defendeu que os fatos não configuram crimes dolosos contra a vida. O pedido de arquivamento será avaliado pela 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza e, se aceito, encerraria oficialmente essa linha de investigação.

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Entretanto, os processos por violência psicológica e fraude processual seguem abertos. O Ministério Público analisará o inquérito referente a esses crimes para eventualmente oferecer denúncia, o que poderia levar João Munhoz a responder judicialmente por eles.

A defesa de João negou que ele tenha obstruído a investigação e classificou a denúncia por violência psicológica como um “completo absurdo”, afirmando que o relacionamento entre João e Isabelle durou cerca de 30 dias e era marcado por carinho e afeto. Além disso, sugeriu que possíveis questões pessoais da vítima estariam sendo indevidamente atribuídas a João Munhoz.

Isabelle Caracristi foi encontrada morta em 13 de setembro no condomínio onde morava com João Munhoz, em Fortaleza. O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a mãe da vítima divulgar um vídeo pedindo justiça e esclarecimentos.

O inquérito foi conduzido pelo Grupo Especial de Investigação (GEI), que coletou depoimentos de 29 pessoas, incluindo familiares, amigos, vizinhos e a ex-mulher de João Munhoz Neto, com quem ele estava em processo de separação quando conheceu Isabelle.

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