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Qualidade do ar atinge nível péssimo em Parintins e Itacoatiara

Fumaça das queimadas deixa ar ‘péssimo’ em Parintins e piora situação em Itacoatiara, com ações de combate intensificadas.

A qualidade do ar nos municípios amazonenses de Parintins e Itacoatiara chegou a níveis considerados críticos devido à intensa fumaça das queimadas que atingem a região. Em Parintins, o índice de partículas finas suspensas no ar (PM2,5) atingiu 730 microgramas por metro cúbico (µg/m³), sendo classificado como “péssimo”, conforme dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Já em Itacoatiara, esse índice atingiu 126 µg/m³ pelo segundo dia consecutivo no mesmo nível crítico.

Moradores de Parintins registraram imagens da fumaça encobrindo tanto áreas urbanas quanto rurais, especialmente na região da Vila Amazônia. Ao todo, os focos de incêndio florestal permanecem ativos desde há 19 dias, com uma área aproximada de 1.872 hectares sob influência dos incêndios, incluindo áreas próximas ao município paraense de Juruti.

Operações de combate aos incêndios

O combate aos incêndios conta com apoio federal e estadual: em Parintins, duas aeronaves do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) atuam desde o início da semana. Em Itacoatiara, além de duas aeronaves do Ibama e do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), atuam também duas aeronaves da Defesa Civil do Amazonas e duas aeronaves KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB).

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Além disso, ações de fiscalização intensificadas na região resultaram na aplicação de multas a 13 pessoas no município de Itacoatiara. Os valores dessas multas somam R$ 709.940 e referem-se a infrações ligadas a desmatamento, queimadas e produção ilegal de carvão. Em operação realizada em ramais da rodovia AM-010, 20 fornos de carvão foram destruídos a pedido do Ministério Público. As fiscalizações permanecem ativas, com encaminhamento dos autuados à Polícia Civil.

Repercussão na saúde e medidas federais

O índice de particulados finos acima do recomendado representa um risco à saúde, pois pode penetrar profundamente nos pulmões, agravando condições respiratórias. Em Manaus, onde a qualidade do ar variava entre níveis "moderados" e "ruins", os bairros com maiores índices foram Petrópolis, Parque Dez e Coroado, com valores próximos a 50 µg/m³.

Para apoio aos municípios afetados, a Defesa Civil Nacional autorizou R$ 7.961.881 destinados a ações de resposta e recuperação para seis municípios do Amazonas. Estas medidas buscam mitigar os efeitos das queimadas e apoiar as regiões em situação de emergência e calamidade pública identificadas oficialmente.

Registros policiais sobre incêndios

Segundo a Polícia Civil do Amazonas, foram registradas 375 ocorrências relacionadas a incêndios no estado, sendo 196 delas na capital, entre setembro e outubro, e 179 no interior, entre agosto e outubro de 2026. Até o momento, 21 pessoas foram presas em decorrência dessas ocorrências. O interior do estado apresenta municípios como Apuí, Autazes e Boca do Acre como os mais afetados pela incidência de focos de incêndio.

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