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São Paulo

Confusão em Rio Claro: filha recebe ossada errada no lugar da mãe e descobre intervenção não informada

Em Rio Claro (SP), técnica de enfermagem Paula Pinheiro recebeu ossada de outra pessoa no lugar da mãe, que também passou por procedimento não comunicado.

20/10/2026 às 05h41

Em um caso que gerou indignação e transtornos em Rio Claro, interior de São Paulo, a técnica de enfermagem Paula Pinheiro recebeu a ossada de outra pessoa no momento em que tentava transferir os restos mortais de sua mãe para um jazigo particular. A situação foi confirmada após Paula notar inconsistências na ossada atribuída à sua mãe, Maria Luísa Pinheiro, falecida em janeiro de 2023.

A mãe de Paula, de 74 anos, e a irmã da profissional, Marisa Aparecida, que faleceu em julho do mesmo ano vítima de câncer de pulmão, estavam inicialmente sepultadas em gavetas provisórias do cemitério municipal devido à ausência de jazigo próprio. Após a aquisição desse jazigo, Paula iniciou o processo de translado e, ao conferir os restos mortais entregues pela administração, percebeu divergências que indicavam troca de ossada.

Em resposta à reclamação da família, a equipe do cemitério municipal localizou o corpo correto de Maria Luísa alguns dias depois. No entanto, durante essa etapa, a família foi informada que o corpo havia passado por um procedimento de conservação denominado tanatopraxia, sem que essa intervenção tivesse sido comunicada previamente à família. A tanatopraxia consiste em um conjunto de técnicas empregadas para higienizar, conservar temporariamente e melhorar a aparência estética do corpo após o falecimento.

O caso ocorreu em 19 de outubro de 2026, quando finalmente os restos mortais corretos foram entregues à família de Paula. Antes do sepultamento definitivo no novo jazigo, Paula checou o conteúdo e reconheceu as roupas da mãe, confirmando a entrega correta.

Procurada para prestar esclarecimentos acerca da troca de ossadas e da falta de comunicação sobre o procedimento de conservação, a Prefeitura de Rio Claro lamentou o ocorrido. A administração municipal ressaltou que o caso não gerou custos adicionais para a família e descartou a realização de embalsamamento. Contudo, não apresentou justificativas para a causa da troca das ossadas, deixando dúvidas a respeito da falha administrativa que levou à confusão.

Famílias em situação semelhante devem ficar atentas aos procedimentos em cemitérios municipais para evitar transtornos no momento de translados e garantir que procedimentos como a tanatopraxia sejam informados previamente.

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