Confusão em Rio Claro: filha recebe ossada errada no lugar da mãe e descobre intervenção não informada
Em Rio Claro (SP), técnica de enfermagem Paula Pinheiro recebeu ossada de outra pessoa no lugar da mãe, que também passou por procedimento não comunicado.
Em um caso que gerou indignação e transtornos em Rio Claro, interior de São Paulo, a técnica de enfermagem Paula Pinheiro recebeu a ossada de outra pessoa no momento em que tentava transferir os restos mortais de sua mãe para um jazigo particular. A situação foi confirmada após Paula notar inconsistências na ossada atribuída à sua mãe, Maria Luísa Pinheiro, falecida em janeiro de 2023.
A mãe de Paula, de 74 anos, e a irmã da profissional, Marisa Aparecida, que faleceu em julho do mesmo ano vítima de câncer de pulmão, estavam inicialmente sepultadas em gavetas provisórias do cemitério municipal devido à ausência de jazigo próprio. Após a aquisição desse jazigo, Paula iniciou o processo de translado e, ao conferir os restos mortais entregues pela administração, percebeu divergências que indicavam troca de ossada.
Em resposta à reclamação da família, a equipe do cemitério municipal localizou o corpo correto de Maria Luísa alguns dias depois. No entanto, durante essa etapa, a família foi informada que o corpo havia passado por um procedimento de conservação denominado tanatopraxia, sem que essa intervenção tivesse sido comunicada previamente à família. A tanatopraxia consiste em um conjunto de técnicas empregadas para higienizar, conservar temporariamente e melhorar a aparência estética do corpo após o falecimento.
O caso ocorreu em 19 de outubro de 2026, quando finalmente os restos mortais corretos foram entregues à família de Paula. Antes do sepultamento definitivo no novo jazigo, Paula checou o conteúdo e reconheceu as roupas da mãe, confirmando a entrega correta.
Procurada para prestar esclarecimentos acerca da troca de ossadas e da falta de comunicação sobre o procedimento de conservação, a Prefeitura de Rio Claro lamentou o ocorrido. A administração municipal ressaltou que o caso não gerou custos adicionais para a família e descartou a realização de embalsamamento. Contudo, não apresentou justificativas para a causa da troca das ossadas, deixando dúvidas a respeito da falha administrativa que levou à confusão.
Famílias em situação semelhante devem ficar atentas aos procedimentos em cemitérios municipais para evitar transtornos no momento de translados e garantir que procedimentos como a tanatopraxia sejam informados previamente.