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São Paulo

Presos e familiares do Oeste Paulista trocam quase 1 milhão de cartas em 2026, aponta Secretaria da Administração Penitenciária

Entre janeiro e setembro de 2026, unidades prisionais da região de Presidente Prudente registraram alta frequência na troca de correspondências entre detentos e familiares.

20/10/2026 às 07h30

De janeiro a setembro de 2026, presos e familiares das unidades prisionais do Oeste Paulista, na região de Presidente Prudente (SP), trocaram quase um milhão de cartas, segundo dados da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) obtidos pelo g1. Este quantitativo contempla 539.818 correspondências enviadas e 431.769 recebidas, reforçando a importância do contato escrito para a reintegração social dos detentos.

As unidades que compõem a Coordenadoria de Execução Penal da Região Oeste do estado (Ceproeste), que abriga 36 complexos penais e unidades prisionais, apresentam números que, apesar do recuo em relação a 2024 e 2025, continuam expressivos. Em 2025, por exemplo, foram enviadas 625.345 cartas e recebidas 512.400, enquanto em 2024, os totais foram de 637.978 e 530.957 respectivamente.

Contexto estadual e processo de fiscalização

Considerando todas as unidades penais do estado de São Paulo, a movimentação de correspondências ultrapassou 1,6 milhão tanto em envios quanto em recebimentos em 2025, demonstrando a dimensão do sistema prisional paulista.

De acordo com o chefe de Serviço Regional Oeste do Programa de Atenção à Pessoa Egressa e Família, Jean Zocatelli, a troca de cartas é um direito garantido por lei, fundamental para a manutenção dos vínculos afetivos dos detentos com seus familiares. Todas as correspondências passam por rigorosos processos de conferência de identificação e inspeção física antes da entrega, conforme as normas de segurança da Polícia Penal do Estado de São Paulo.

Comunicação e desafios nas unidades prisionais

Apesar da facilidade garantida pela correspondência tradicional, a comunicação telefônica com algumas unidades como a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista apresentou instabilidades recentes, segundo relatos de familiares e confirmação da SAP. Problemas técnicos externos afetaram as linhas telefônicas da unidade entre os dias 4 de setembro e 13 de outubro de 2026, período em que o contato feito por telefone foi prejudicado.

A Secretaria da Administração Penitenciária informou que o serviço técnico responsável providenciou o reparo das linhas e que os canais digitais permanecem ativos, com atendimento disponível via WhatsApp automatizado e e-mail para familiares e público externo, visando atendimento e informações sobre visitas e documentação.

Caso de destaque e correspondência de influência

Entre as detentas que mantêm correspondência frequente com familiares destaca-se a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, presa na unidade de Tupi Paulista desde maio de 2026 durante a Operação Vérnix, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Em carta divulgada publicamente, a influenciadora declarou estar bem e afirmou que sofreu uma “acusação falsa”.

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