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São Paulo

Homem é preso em SP após enviar dezenas de pedidos de delivery e pequenas transferências para ameaçar ex-companheira

Investigado de 26 anos descumpriu medida protetiva e perseguiu mulher em Santos após término do relacionamento casual.

20/10/2026 às 05h46
1 de 2 Imagem ilustrativa de transferência por PIX no valor de um centavo
1 de 2 Imagem ilustrativa de transferência por PIX no valor de um centavo — Foto: Reprodução/TV Globo

Um homem de 26 anos foi preso em Santos, região do litoral de São Paulo, após descumprir uma medida protetiva que o proibia de se aproximar e manter contato com uma mulher com quem teve um relacionamento casual. Segundo informações da Polícia Civil obtidas pelo g1, ele passou a ameaçar a vítima enviando cerca de 30 pedidos de delivery para a casa dela e realizando transferências via Pix no valor de R$ 0,01.

Após o término do relacionamento, o investigado teria iniciado um comportamento de perseguição contra a mulher, o que levou a diversos registros policiais e à expedição da medida protetiva. Apesar da ordem judicial, o homem continuou a enviar mensagens por aplicativos, fazer ligações de números desconhecidos e criar um perfil em rede social onde postava fotos da vítima.

A delegada Mayla Hadid, titular da Delegacia de Defesa da Mulher de Santos, informou que, inicialmente, o pedido de prisão preventiva foi negado por um juiz. Contudo, diante do agravamento das ações do investigado — incluindo a divulgação do telefone da mulher em grupos desconhecidos e mensagens com ameaças de “fazer barraco” na residência dela —, um novo pedido foi deferido pela Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Santos.

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Na segunda-feira (19), a Polícia Civil cumpriu o mandato de prisão em uma república masculina no bairro Bela Vista, em São Paulo. Está prevista para terça-feira (20) a audiência de custódia do homem.

Durante a investigação, o suspeito admitiu o descumprimento da medida protetiva, afirmando que a própria vítima esteve com ele após a expedição da ordem judicial. A delegada ressaltou, porém, que essa declaração ainda não foi comprovada, e que o consentimento da vítima não anula a decisão judicial.

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