Segurança morto em tentativa de assalto em Monte Azul Paulista (SP) é lembrado como pessoa excepcional
Rafael Rosigalli de Campos, segurança e pastor, foi baleado durante um assalto e deixou legado de amor e dedicação.
Rafael Rosigalli de Campos, de 44 anos, segurança e pastor, faleceu após ser baleado durante uma tentativa de assalto na casa onde trabalhava, em Monte Azul Paulista (SP), na madrugada do domingo (18). Amigos e familiares lamentam a perda e destacam sua personalidade excepcional.
O crime foi registrado por câmeras de segurança e envolveu ao menos três suspeitos, que até o momento não foram identificados ou capturados. Segundo o boletim de ocorrência, um veículo Mitsubishi ASX prata chegou por volta das 3h, e três pessoas pularam o muro da casa. Rafael saiu para verificar a movimentação e, ao retornar para seu veículo, foi baleado no tórax.
Após o disparo, o autor do tiro recolheu a arma de Rafael, que era um equipamento não letal a gás carbônico, e fugiu com os comparsas pulando o muro. O equipamento foi abandonado em cima da caixa do relógio de energia da residência. Mesmo ferido, Rafael conseguiu ligar para um amigo pedindo socorro.
A Polícia Militar foi acionada e encontrou o segurança gravemente ferido. Ele foi socorrido e encaminhado para atendimento médico, mas não resistiu ao ferimento e faleceu. O corpo foi sepultado no Cemitério de Monte Azul Paulista na manhã da segunda-feira (19).
Legado e comoção
Além de segurança, Rafael dedicava-se como pastor. Era casado e pai de um adolescente. O capelão militar Ângelo Ferro, amigo próximo há quase dez anos, descreveu-o como uma pessoa especial, com quem mantinha uma relação de irmandade, marcada por momentos juntos e diálogo sobre vida, família e fé.
O funcionário público Vanderlei Cardoso de Santos também enfatizou a natureza excepcional de Rafael, que deixou uma igreja cheia de amigos, um legado de amor, cuidado e entrega às pessoas.
Ângelo afirmou ainda o compromisso de apoio emocional e pastoral à família nos dias difíceis que se seguem e pediu justiça para a morte do amigo. Ele ressaltou a importância de que os envolvidos no crime sejam localizados e julgados.
Investigações
As imagens das câmeras de segurança registraram o momento do ataque e a fuga dos suspeitos. O veículo utilizado possuía placa clonada, e por meio do sistema Muralha Paulista, as autoridades confirmaram a passagem do carro por um ponto monitorado em Pitangueiras (SP) cerca de duas horas após o crime, às 5h14. Até o momento, o veículo e os envolvidos não foram encontrados.
A Polícia Militar segue buscas e investigações para identificar e prender os responsáveis pela tentativa de assalto e homicídio.