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Redução de juros e reforma nas estatais impulsionam valorização da Bolsa, avalia economista da Vinland

Economista Aurélio Bicalho destaca que combinação de juros mais baixos e mudanças na gestão das estatais cria ambiente favorável para crescimento da renda variável.

19/10/2026 às 12h10

O economista-chefe da Vinland, Aurélio Bicalho, afirmou que a expectativa de queda nas taxas de juros de longo prazo, combinada com reformas nas empresas estatais, cria um cenário propício para a valorização da Bolsa de Valores brasileira. Segundo ele, essa combinação eleva o potencial de retorno da renda variável, destacando-a como um dos ativos mais atrativos para investidores atualmente.

Em entrevista no programa Stock Pickers, Bicalho explicou que o aperto fiscal de curto prazo resulta na desaceleração do consumo governamental, mas esse efeito é compensado pela redução das taxas de juros no mercado financeiro. Ele comentou que a diminuição da curva longa de juros melhora significativamente a precificação das ações negociadas na B3.

“Com o juro longo mais baixo e a perspectiva de redução das taxas, junto ao aumento da expectativa de crescimento a longo prazo, abre-se espaço para a valorização da bolsa”, ressaltou o economista.

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Importância das reformas nas estatais

Além do cenário macroeconômico, Bicalho destacou o papel decisivo das mudanças na gestão das empresas estatais sobre a performance das ações correspondentes. O economista acredita que as alterações na condução governamental costumam impactar a governança e os resultados dessas companhias, criando oportunidades para investidores atentos.

Ele considerou que a conjunção de crescimento de médio prazo, queda da taxa de juros de longo prazo e as modificações nas estatais compõem um quadro favorável com assimetria positiva para os ativos do mercado acionário. Por essa razão, ressalta que está concentrando investimentos nesses ativos em vez do real.

Cenário internacional e implicações para investimentos

Bicalho ressaltou que o cenário internacional, marcado por taxas de juros elevadas em economias desenvolvidas como os Estados Unidos, influencia a atratividade dos ativos domésticos. Esse contexto atrai capital para mercados externos, exigindo esforços fiscais internos para manter a queda das taxas locais.

Dentro desse panorama, identificou as melhores oportunidades para alocação de carteira nos mercados de juros e ações, enquanto o mercado cambial mereceria apenas posições táticas.

Ao comentar a transição de governo e a formação da equipe econômica, o economista enfatizou que a escolha de profissionais qualificados será determinante para consolidar a confiança do mercado e realizar as reformas necessárias nas contas públicas.

“Os desafios são significativos, pois o ajuste fiscal necessário terá custos de curto prazo, mas os benefícios para o médio e longo prazos são muito relevantes”, concluiu.

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