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Cultura & Pop

Dionne Warwick destaca clássicos brasileiros em show de despedida no Rio de Janeiro

Cantora norte-americana Dionne Warwick inclui clássicos de Ary Barroso e Tom Jobim em seu show no Vivo Rio como parte da turnê mundial de despedida.

18/10/2026 às 09h27
1 de 3 Dionne Warwick canta músicas como 'Garota de Ipanema', 'Na Baixa do Sapateiro' e 'Aquarela do Brasil' em show na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ)
1 de 3 Dionne Warwick canta músicas como 'Garota de Ipanema', 'Na Baixa do Sapateiro' e 'Aquarela do Brasil' em show na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro (RJ) — Foto: Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio

Aos 85 anos, prestes a completar 86, a cantora norte-americana Dionne Warwick protagonizou um espetáculo especial no Vivo Rio, no Rio de Janeiro, marcando mais uma apresentação da turnê mundial de despedida intitulada “Over and out – A farewell tour”. O show, realizado na noite do dia 17 de outubro de 2026, evidenciou o longo e intenso relacionamento da artista com a música brasileira.

Dionne Warwick incluiu no repertório versões em inglês de icônicas canções brasileiras. Entre elas, destacou “Garota de Ipanema”, samba clássico apresentado originalmente por Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, cuja letra em inglês foi adaptada por Norman Gimbel. Além disso, tocou “Na Baixa do Sapateiro” de Ary Barroso, interpretado em clima de bossa nova e com alguns versos em português, valorizando a conexão cultural com o Brasil.

A apresentação no Rio também teve um medley baseado em músicas de Tom Jobim, como “Quiet nights of quiet stars (Corcovado)”, “Wave” e “Waters of March”, trazendo o estilo suave que caracteriza a bossa nova. O bloco dedicado à música brasileira encerrou com “Aquarela do Brasil”, samba-exaltação de Ary Barroso, cantado em uma versão quase épica que compôs o álbum “Aquarela do Brasil” lançado pela cantora em 1994.

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Dionne Warwick permaneceu no Brasil por temporadas em Salvador e na capital fluminense nos anos 1990, onde gravou o referido álbum produzido por Téo Lima. O disco, apesar da qualidade e da escolha do repertório, não teve o sucesso comercial esperado, fato atribuído por ela à baixa promoção da gravadora Arista.

Durante o show no Vivo Rio, Dionne utilizou sua voz em tons adaptados, que se ajustam à delicadeza da bossa brasileira, demonstrando maturidade artística. Em discurso dirigido ao público carioca, a artista agradeceu o contato ao longo dos anos e revelou a intenção de continuar vivendo no Brasil após sua saída dos palcos, destacando que ainda poderá ser vista em ambientes cotidianos da cidade.

A turnê de despedida segue com datas marcadas para outras cidades brasileiras, incluindo Porto Alegre e Curitiba, consolidando a importância do Brasil na trajetória da cantora.

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