Daniel Lopes combina Noel Rosa, Fausto Fawcett, Jorge Vercillo e inteligência artificial em novo álbum
Artista lança 'Já que veio, fica pra dançar', integrando samba clássico, colaborações e tecnologia sonora.
O artista carioca Daniel Lopes lançou no dia 16 de outubro de 2026 seu álbum intitulado “Já que veio, fica pra dançar”. O trabalho, produzido a partir de Lisboa, onde Lopes reside há três anos, mescla elementos clássicos da música brasileira com recursos avançados de inteligência artificial (IA).
O álbum aponta uma conexão temporal significativa ao reapresentar a gravação original do samba “Com que roupa?”, composto e gravado por Noel Rosa em 1929 e 1930, respectivamente, que aparece no encerramento da sequência sonora da obra. Além dessa reciclagem histórica, Daniel Lopes inclui faixas que incorporam vozes artificiais e arranjos gerados via IA, como na canção “Amor, mistério e dor”, e explora a colaboração com o carioca cibernético Fausto Fawcett em “Eclipse total”.
O álbum contém 15 faixas e traz colaborações presenciais marcantes, como a participação do cantor Chico Chico na música “E tudo mais”. Outros convidados incluem Anna Ratto em “Quero saber”, Lia Sabugosa, conhecida pela interpretação do clássico “Como nossos pais” de Belchior, na música homônima, e Jorge Vercillo em “Quatro elementos”. A temática espiritualista é reforçada na faixa “Paz na terra”, composição e interpretação de João Viana.
A obra também promove uma conexão intergeracional e temporal na faixa “Moacir in blues”, que une o saxofonista Moacir Silva (1940-2002) com seu neto, o baixista Jorge Ailton.
Antes de se radicar em Portugal, Daniel Lopes liderou a banda Reverse nos anos 2000 e integrou o trio Les Pop, responsável pelo álbum “Quero ser cool” em 2011, uma obra relevante da cena indie. Sua carreira solo inclui trabalhos como “Bonito” (2012) e “Input relâmpago” (2014).