Benito Di Paula morre em São Paulo aos 84 anos e deixa legado inovador no samba
Benito Di Paula faleceu em São Paulo devido a complicações de câncer e é reconhecido por sua influência única no samba brasileiro.
Benito Di Paula, cantor, compositor e músico fluminense, faleceu na noite do dia 18 de outubro de 2026 aos 84 anos no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, em decorrência de complicações de um câncer. Natural de Nova Friburgo (RJ), o artista foi criado no Rio de Janeiro e consolidou seu nome na música brasileira a partir da década de 1970.
Conhecido por um estilo próprio, Benito Di Paula não se identificava como sambista tradicional, mas sim como sambeiro e pianeiro, graças à sua habilidade em combinar o toque percussivo do piano com o suingue brasileiro. Essa abordagem pioneira antecipou elementos do pagode paulista dos anos 1990, como os que foram popularizados por grupos como Raça Negra.
Desde seu primeiro álbum lançado em 1971, Benito destacou-se por sucessos como “Violão não se empresta a ninguém” (1972) e especialmente por “Retalhos de cetim” (1973), música que marcou o início de uma série de composições que se mantiveram no auge até 1977, incluindo títulos emblemáticos como “Charlie Brown” e “Beleza que é você mulher”. Sua obra se destacou por um samba descolado da matriz tradicional, influenciado principalmente pelo compositor Ataulfo Alves.
Ao longo dos anos 1980, Benito continuou a produzir hits, como “Ah! Como eu amei” (1981) e “Amigo do sol amigo da lua” (1984). Seu último álbum com lançamentos regulares foi de 1996. Em seguida, lançou dois discos de músicas inéditas: “A felicidade é nossa” (2017) e “O infalível zen” (2021), este último comemorando seus 80 anos.
O reconhecimento do público garantiu a permanência do nome de Benito Di Paula na história da música popular brasileira, e sua contribuição singular para o samba continua sendo reavaliada e homenageada nos últimos anos.