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São Paulo

Túnel do Anhangabaú operava com seis das oito bombas previstas durante alagamento em SP

Prefeitura de São Paulo confirma funcionamento parcial do sistema de drenagem do túnel durante temporal que causou alagamento e prejuízos a motoristas.

15/10/2026 às 21h11  ·  Atualizado em 15/10/2026 às 21h12

Durante o forte temporal registrado na tarde de 14 de outubro de 2026, o Túnel do Anhangabaú, localizado no Centro de São Paulo, sofreu alagamento devido ao volume elevado de água. Documentos da Prefeitura de São Paulo indicam que o sistema de drenagem do túnel possui previsão para oito bombas de bombeamento, porém, a administração municipal informou que somente seis equipamentos funcionaram durante o episódio.

Segundo a Prefeitura, as seis bombas que operaram estiveram em funcionamento contínuo e sem apresentar falhas, mas a vazão gerada não foi suficiente para escoar toda a água acumulada. A ausência de duas bombas reduziu a capacidade de bombeamento em 260 litros por segundo, contribuindo para o acúmulo de água no interior do túnel.

Essa situação provocou que dezenas de veículos ficassem submersos, conforme relatos e vídeos de motoristas presos dentro do túnel, onde a água atingiu a altura das janelas. Alguns automóveis flutuaram, e os condutores precisaram buscar pontos mais altos para se proteger.

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O Plano de Prevenção a Chuvas da Prefeitura prevê monitoramento por câmeras 24 horas no local, e boletins emitidos pelo Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) indicavam possibilidade de pancadas fortes pela cidade ao longo do dia.

Em relação ao fechamento do túnel, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que iniciou interdições às 15h48, quando já havia uma pequena lâmina de água. Contudo, motoristas presentes no local relataram que a entrada do túnel não foi bloqueada no momento em que ingressaram, e as restrições ocorreram apenas quando já estavam no interior. O prefeito Ricardo Nunes negou que o túnel tenha sido fechado e reaberto posteriormente, afirmando que as ações seguiram os protocolos, mesmo sem a possibilidade de antecipação do bloqueio devido ao volume repentino de água.

Na manhã seguinte ao alagamento, não havia mais sinais de inundação nas pistas, mas foram verificadas infiltrações nas paredes e goteiras no teto do túnel, além de trechos com danos estruturais aparentes. Cabe destacar que, recentemente, o túnel passou por uma reforma de R$ 6 milhões voltada à recuperação da estrutura interna, sem foco na melhoria do sistema de drenagem.

O Ministério Público de São Paulo reagiu solicitando à Prefeitura, em prazo de 48 horas, explicações sobre as medidas adotadas durante o temporal, incluindo os momentos de acionamento dos estados de atenção e alerta previstos no plano de contingência. Além disso, requereu apresentação de planos detalhados para identificar áreas críticas em São Paulo, as intervenções necessárias e o custo estimado para cada uma.

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