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Política

Ministro Mendonça paralisa julgamento no TSE após maioria formar-se para derrubar sua decisão contra vídeo de Lula

André Mendonça interrompeu votação virtual no TSE que questionava exclusão de propaganda eleitoral do presidente Lula.

15/10/2026 às 11h33

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) viveu uma interrupção importante nesta quinta-feira (15). O ministro André Mendonça pediu destaque para que o julgamento de um caso envolvendo a propaganda eleitoral do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fosse analisado presencialmente no plenário físico da Corte, interrompendo assim o processo que vinha ocorrendo no formato virtual.

O julgamento estava com maioria formada, por 4 votos a 3, para derrubar uma decisão anterior de Mendonça que havia determinado a exclusão de um vídeo da campanha de Lula. Na peça, são feitas críticas ao chamado “tesouraço” de Flávio Bolsonaro, parlamentar do PL, que se refere à política fiscal adotada pelo candidato quanto a cortes em determinados programas sociais, como o Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida e Mais Médicos.

Na decisão inicial, Mendonça considerou que a menção ao “tesouraço” no vídeo tinha relação apenas com a redução de cargos e da estrutura administrativa do Estado, não englobando, portanto, supressão de benefícios sociais, o que fundamentou o bloqueio da propaganda.

Leia também: Flávio Bolsonaro solicita investigação no TSE por suposto financiamento sindical à campanha de Lula

No entanto, ao levar o caso para o julgamento no plenário virtual do TSE, maioria dos ministros formou placar contrário, desejando derrubar a medida de exclusão da campanha. Em vista disso, Mendonça solicitou o destaque, suspendendo a contagem dos votos e encaminhando o tema para debate presencial.

Essa movimentação evidencia a complexidade das discussões envolvendo propaganda eleitoral e interpretação sobre direitos à liberdade de expressão versus eventuais violações eleitorais. O julgamento presencial permitirá aprofundamento do tema entre os ministros.

O caso segue sob análise do Tribunal Superior Eleitoral, com data ainda a ser definida para o julgamento físico.

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