Flávio Bolsonaro solicita investigação no TSE por suposto financiamento sindical à campanha de Lula
Candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro pede cassação da chapa de Lula por abuso econômico, alegando financiamento ilegal por sindicatos.
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou, nesta quarta-feira (14), um pedido de investigação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que aponta um suposto financiamento irregular por parte de sindicatos à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A petição, assinada pela equipe jurídica do parlamentar, solicita a cassação da chapa presidencial de Lula e destaca alegações de abuso econômico.
No documento entregue ao TSE, com 111 páginas, os advogados de Flávio requerem que as entidades sindicais e seus dirigentes sejam proibidos de utilizar seus recursos, sedes, empregados, veículos, sites, perfis institucionais, jornais, canais de mensagens e cadastros de filiados para a realização ou divulgação de propaganda em apoio à candidatura de Lula até o fim do segundo turno das eleições.
Indícios e declarações citadas
Entre as evidências apresentadas, consta um vídeo em que Luiz Allan Kunzle, diretor administrativo da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), afirma, durante ato em favor do presidente, que o sindicato nacional está destinando recursos financeiros a comitês de campanha de Lula em todos os estados brasileiros. A gravação, amplamente divulgada nas redes sociais desde o dia 8 de outubro, foi inicialmente publicada pelo deputado federal eleito Guilherme Kilter (Novo-PR).
A ação ressalta que, segundo a legislação eleitoral vigente, é proibido aos candidatos receber doação direta ou indireta de entidades sindicais, o que configuraria uma irregularidade na campanha do petista.
Entidades investigadas e acusações
O pedido de Flávio Bolsonaro abrange o inquérito sobre oito centrais sindicais e organizações sociais ligadas à esquerda, como o Movimento Sem Terra (MST) e a União Nacional dos Estudantes (UNE). A petição cita, ainda, orientações da Central Única dos Trabalhadores (CUT) que indicariam esforços para mobilizar apoios e converter votos favoráveis à candidatura de Lula, por meio de funcionários, estruturas físicas e canais de comunicação das entidades.
A campanha de Flávio alega que essas organizações funcionam como comitês eleitorais atuantes, com uso de recursos financeiros e humanos para favorecer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que, na visão da acusação, representa abuso econômico vedado pela legislação eleitoral.