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Ceará

Duplo homicídio de irmãs no Ceará envolve falsos policiais e rivalidade entre facções criminosas

Irmãs de 15 e 17 anos foram sequestradas por falsos policiais e mortas em Tauá, com suspeita de crime relacionado a disputa entre facções no Ceará.

Por 15/10/2026 às 07h19

Duas irmãs, de 15 e 17 anos, foram encontradas mortas no dia 13 de outubro de 2026 em Tauá, no interior do Ceará. As adolescentes foram retiradas à força da casa dos avós em Arneiroz por quatro homens que se passaram por policiais, indicam as investigações policiais.

De acordo com apuração do G1, os criminosos utilizaram um carro branco para chegar até a casa das jovens, localizada na zona rural da localidade de Cachoeira de Fora. Eles renderam as irmãs e as amarraram com abraçadeiras de nylon, avisando à família que não eram policiais e que pretendiam assassiná-las.

Os corpos foram encontrados em uma área de mata na comunidade de Angicos, em Tauá, cerca de 44 quilômetros da residência onde as vítimas viviam. Os peritos constataram que elas foram mortas por disparos de arma de fogo.

Leia também: Irmãs são sequestradas e assassinadas por falsos policiais que ameaçaram familiares no Ceará

As jovens, naturais da cidade de Tauá, haviam se mudado para Arneiroz para morar com os avós, aparentemente para se afastar de conflitos ligados ao crime organizado. A investigação indica que o motivo do homicídio está relacionado à movimentação das adolescentes entre grupos criminosos rivais.

Fontes policiais informaram que uma das irmãs teria iniciado um relacionamento amoroso com um homem integrante do Comando Vermelho (CV), facção rival ao Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa com atuação na região. A desconfiança do PCC de que as irmãs poderiam ter mudado de facção pode ter motivado a execução.

Em flagrante, foi preso no mesmo dia do duplo homicídio Antônio Wellington Alves Pires, de 27 anos, que já responde por tráfico de drogas. Ele foi autuado por homicídio qualificado e teve sua prisão convertida para preventiva após audiência de custódia. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que as investigações prosseguem para identificar e localizar eventuais outros envolvidos.

Uma das vítimas possuía passagem pela polícia por ato infracional análogo a furto, o que reforça histórico de envolvimento com a criminalidade. As autoridades ainda não divulgaram motivação oficial para o crime, mas mantêm a linha investigativa focada na disputa entre facções e mudanças de alianças no interior do Ceará.

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