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Internacional

Autoridades dos EUA alertam para possível interferência de Trump nas midterms; grupo MAGA discute lei marcial

Segurança nacional dos EUA manifesta preocupação com pressão de Trump sobre eleições legislativas e discussões internas do movimento MAGA sobre uso da lei marcial.

21/10/2026 às 14h05

Autoridades de segurança dos Estados Unidos expressam crescente preocupação com a possibilidade de interferência direta do presidente Donald Trump nas eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms, que ocorrerão em 3 de novembro de 2026. O receio se acentua diante de discursos e ações do presidente que indicam pressão sobre o sistema eleitoral para tentar evitar a perda do controle republicano no Congresso.

Segundo reportagem do jornal The Washington Post, um pequeno grupo, formado por cerca de dez autoridades ligadas ao Executivo, incluindo integrantes atuais e ex-membros com experiência no Departamento de Guerra e no combate ao autoritarismo no exterior, tem orientado discretamente governos estaduais e parlamentares sobre como se preparar para possíveis intervenções do governo federal em relação às eleições.

Esse grupo estratégico já consultou autoridades em ao menos dez estados, envolvendo governadores, responsáveis por eleições e legisladores de ambos os partidos, que compartilham o temor de uma eventual intervenção direta por parte de Trump.

Leia também: Trump, inflação e imigração são temas centrais das eleições de meio de mandato nos EUA

A porta-voz da Casa Branca, Lauren Bis, refutou essas preocupações afirmando que são os democratas que não apoiam reformas eleitorais mais rigorosas e garantiu que o governo “está tomando medidas para proteger as eleições, reforçando a segurança da infraestrutura eleitoral e protegendo eleitores vulneráveis contra fraudes e coerção”.

Pressão de ativistas MAGA por lei marcial

Paralelamente às ações institucionais, ativistas mais radicais do movimento “Make America Great Again” (MAGA) têm pressionado Trump para medidas extraordinárias, como a declaração de lei marcial, sob a justificativa de suposta fraude nas eleições.

Entre esses ativistas destaca-se Tina Peters, condenada em 2024 por violação de equipamentos eleitorais no Colorado e recentemente libertada. Ela tem celebrado sua notoriedade dentro do movimento MAGA por defender a narrativa de fraude nas eleições presidenciais de 2020, posicionamento frequentemente adotado por Trump.

Em outubro de 2026, Tina Peters reuniu-se com o presidente e participou, ao lado de seu advogado amigo de infância de Trump, Peter Ticktin, de uma videoconferência com ativistas eleitorais MAGA na plataforma Rumble. Durante o encontro, discutiram estratégias para questionar a integridade das eleições legislativas, incluindo a adoção de cédulas de papel preenchidas manualmente e a recontagem manual de votos onde possível.

Outro ativista, Gregory Stenstrom, ex-oficial da Marinha ligado a irregularidades eleitorais em 2020 na Pensilvânia, sugeriu que Trump utilize a Lei Nacional de Emergências para forçar mudanças no formato das eleições estaduais.

As midterms de 2026 irão renovar toda a Câmara dos Deputados, um terço do Senado e 36 governadores nos Estados Unidos, definindo o equilíbrio político no país para os próximos anos.

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