Estados Unidos preparam retirada de pessoal de embaixadas no Oriente Médio devido a tensão com rebeldes houthis
Departamento de Estado norte-americano prevê saída de funcionários diplomáticos no Golfo diante de alertas sobre possíveis ataques na região.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos está se organizando para retirar funcionários e seus familiares das embaixadas americanas na região do Golfo, no Oriente Médio. A medida foi divulgada nesta quarta-feira (21) e visa antecipar possíveis confrontos na área, principalmente em decorrência da ameaça de ataques por parte dos rebeldes houthis, alinhados ao Irã.
Na mesma data, a embaixada dos EUA em Riad, capital da Arábia Saudita, emitiu um alerta de segurança que indica a possibilidade de novos ataques dos houthis, após recentes ofensivas que causaram mortes e danos, inclusive um ataque ao aeroporto local. A ordem de retirada pode envolver toda a missão americana no país.
Segundo informações da agência Reuters, citando duas autoridades americanas, essa precaução busca evitar riscos aos diplomatas diante da crescente tensão no Golfo. Os Estados Unidos têm o costume de solicitar retirada de pessoal em locais onde há escalada de conflitos, como aconteceu em janeiro de 2026, antes do início da guerra contra o Irã.
A situação coincide com informações do jornal Financial Times, que revelou que o presidente estadunidense Donald Trump impediu ataques planejados por Israel contra o Irã, previstos para outubro de 2026. Os planos israelenses incluíam bombardear a infraestrutura energética iraniana, incluindo instalações nucleares, para pressionar o país a um acordo.
No entanto, Trump manifestou rejeição a uma nova escalada bélica antes das eleições legislativas americanas de 3 de novembro, preocupando-se com o impacto no cenário político e econômico dos EUA. O secretário de Guerra americano, Pete Hegseth, participou de reunião com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em 19 de outubro como parte dessas negociações.
Além disso, Israel se prepara para eleições parlamentares marcadas para 27 de outubro de 2026, em um contexto de incertezas na região. O risco de ataques dos houthis motivou a decisão do Departamento de Estado de prever o recolhimento preventivo de pessoal, reforçando a instabilidade no Oriente Médio diante da possibilidade de retomada dos combates.