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Mais de 560 aguardam nomeação no concurso Degase no RJ

Mais de 560 aprovados no concurso do Degase esperam nomeação no RJ, enquanto falta de servidores restringe vagas para adolescentes infratores.

Mais de 560 candidatos aprovados no concurso do Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase) no Rio de Janeiro aguardam a nomeação para assumir suas funções. Essa demora impacta diretamente o atendimento às unidades socioeducativas no estado, que enfrentam restrições no acolhimento de adolescentes infratores por falta de servidores.

Em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, a unidade inaugurada em fevereiro, após um investimento superior a R$ 9 milhões, opera com apenas metade de sua capacidade. Embora tenha espaço para receber 40 adolescentes, atualmente atende apenas 20, devido à insuficiência de profissionais.

O Rio possui 12 unidades de internação e 13 de semiliberdade voltadas para jovens que cometeram atos infracionais, mas a limitação de efetivo impede que novas instalações em Bangu e Cabo Frio sejam abertas.

Candidatos aprovados para diferentes cargos, como agentes de segurança, assistentes sociais e psicólogos, destacam que cumpriram todas as etapas previstas, incluindo curso de formação, perícia médica e entrega de documentos, mas ainda não foram nomeados. Alguns relatam perdas financeiras e demissão de antigos empregos enquanto aguardam a convocação.

O promotor de Justiça Afonso Henrique Lemos ressaltou que cerca de 600 adolescentes estão na fila por vagas, sendo 200 para internação definitiva e aproximadamente 400 para internação provisória. A escassez de vagas leva à liberação provisória de jovens, mesmo em casos de atos infracionais graves, como roubo acompanhado de arma de fogo.

Segundo o promotor, a nomeação dos novos servidores é urgente para ampliar a capacidade de atendimento e possibilitar a abertura das unidades ainda não inauguradas.

O Degase informou que trata a nomeação dos aprovados como prioridade, trabalhando para viabilizar as etapas necessárias ao processo, mas não detalhou o motivo do atraso. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro destacou que o problema da demora resulta da falta de unidades para atendimento e que planeja adotar novas regras para aprimorar a lista de espera por internações provisórias.

Os candidatos permanecem sem previsão clara para a convocação, acompanhando a transição do governo estadual sem resposta concreta. A situação gera preocupação diante do colapso do sistema socioeducativo no estado.

Tags: DegaseRio de Janeiroconcurso públiconomeaçãosistema socioeducativo

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