BYD mira porto e carro 100% brasileiro até dezembro de 2026
Montadora chinesa aposta em produção local em Camaçari e mira antigo porto da Ford para expansão.
A montadora BYD anunciou que vai iniciar a produção do primeiro carro 100% brasileiro até dezembro de 2026 em sua fábrica na Bahia. O modelo será o Atto 2, um veículo híbrido plug-in que combina motor elétrico e motor a combustão, capaz de rodar com gasolina e etanol.
A fábrica da BYD em Camaçari, inaugurada em outubro de 2025, é o maior polo da empresa fora da China, com investimentos que somam R$ 11 bilhões e geração atual de 9 mil empregos diretos, com expectativa de chegar a 10 mil ainda neste ano e até 20 mil quando o projeto estiver completo.
Atualmente, os veículos produzidos na unidade baiana chegam em parte pré-montados da China, com etapas como estamparia, soldagem e pintura sendo implementadas localmente e já em fase de testes em outubro. Com isso, a montagem passa a ser feita quase integralmente no Brasil.
Além da produção local, a BYD manifestou interesse na compra do Terminal Portuário Privativo Miguel de Oliveira, conhecido como "Porto da Ford", localizado em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador. O porto, desativado após a saída da Ford da Bahia em 2021 e atualmente pertencente ao Estado da Bahia, é estratégico para facilitar a exportação dos veículos produzidos.
O vice-presidente da fábrica, Alexandre Baldino, explicou que os testes na parte de estamparia, soldagem e pintura devem ser concluídos em novembro, com início da produção total local a partir de dezembro de 2026.
Economicamente, a fábrica apresenta média salarial dos funcionários 24% superior à média da indústria local, segundo dados do Observatório da Indústria da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), que também acompanha o impacto econômico da BYD na região.
Avanços e estrutura da fábrica
As novas instalações da BYD em Camaçari ampliam a capacidade de fabricação com complexos dedicados às etapas fundamentais da montagem automotiva: estamparia, onde as chapas de aço ganham as formas do carro; soldagem, que une componentes; e pintura, que protege e finaliza a aparência do veículo.
A produção diária atinge cerca de 700 veículos atualmente, com expectativa de crescimento à medida que a capacidade de montagem nacional se consolida.
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