Papa Leão XIV é internado para cirurgia de câncer no pulmão e relembra experiência com febre tifoide em sua missão no Peru
O pontífice de 71 anos passou por operação para retirada de tumor no pulmão direito; doença anterior foi decisiva em seu percurso religioso.
O papa Leão XIV, de 71 anos, foi recentemente diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer de pulmão, e passou por uma cirurgia para remover o lobo inferior do pulmão direito. O procedimento durou cerca de 90 minutos e foi realizado com uma técnica videoassistida. A operação foi bem-sucedida e o pontífice está em processo de recuperação no hospital.
Antes dessa intervenção, a equipe médica confirmou o diagnóstico por meio de exames e realizou a retirada de linfonodos para avaliar a disseminação do câncer, embora os resultados ainda não tenham sido divulgados. O Vaticano informou que, por ora, não houve indicação para tratamentos adicionais como quimioterapia, aguardando os laudos complementares.
Experiência com febre tifoide em 1985
Esta internação marca apenas a segunda hospitalização conhecida de Leão XIV, que é reconhecido por sua rotina esportiva, incluindo partidas semanais de tênis e prática de natação. Anteriormente, quando jovem padre missionário, ele contraiu febre tifoide em 1985, pouco após chegar a Chulucanas, no Peru.
A doença foi um momento marcante em sua vida e carreira. Segundo entrevista concedida por Leão XIV para a biografia “Papa Leão XIV: A Biografia”, publicada em 2025, a experiência de hospitalização em meio à pobreza do Peru influenciou sua decisão de continuar seu trabalho na região, apesar das dificuldades e do conforto que havia tido em Roma. Em suas palavras, durante o sofrimento provocado pela febre, ele rezou a Deus pedindo pela morte para escapar da dor intensa.
A febre tifoide é uma doença bacteriana associada a condições precárias de saneamento e impacto socioeconômico. O episódio de 1985 foi decisivo para a trajetória posterior de Leão XIV, que atribui essa fase à abertura do caminho para seu pontificado.
Atual recuperação e perspectivas
A cirurgia para retirada do câncer foi realizada pelos médicos Luigi Carbone e Stefano Margaritora, entre outros especialistas. A retirada foi qualificada como radical, buscando a eliminação completa do tecido afetado. O papa acordou normalmente após a intervenção e está sob observação, com detalhes sobre o tratamento futuro ainda indefinidos pelo Vaticano.