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Saúde

Entenda o linfoma não Hodgkin, câncer que levou à morte do cantor Netinho

O linfoma não Hodgkin, câncer que acomete o sistema linfático, foi a doença que causou a internação e a morte do cantor Netinho.

Por redação gnews 13/10/2026 às 11h28  ·  Atualizado em 13/10/2026 às 11h29
1 de 1 Entenda o que é o linfoma não Hodgkin, câncer que levou Netinho a ser internado em Salvador
1 de 1 Entenda o que é o linfoma não Hodgkin, câncer que levou Netinho a ser internado em Salvador — Foto: redes sociais / Nephron/Wikimedia Commons/CC BY-SA

O cantor Netinho, de 59 anos, faleceu após o reaparecimento de um linfoma não Hodgkin (LNH), um tipo de câncer que afeta as células do sistema linfático. O artista foi internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, quando a doença retornou, tendo sido inicialmente diagnosticada em 2025.

O linfoma não Hodgkin não é uma só doença, mas um grupo composto por mais de 40 tipos diferentes de câncer que surgem nas células do sistema linfático, que fazem parte do sistema imunológico responsável por combater infecções e outras condições.

Características do linfoma não Hodgkin

Ao se desenvolver, as células do sistema linfático começam a se multiplicar e se espalhar de forma desordenada por diversos tecidos do organismo, pois o tecido linfático está distribuído por várias regiões do corpo. Essa variedade faz com que o linfoma não Hodgkin apresente diferentes características e comportamentos, indo de formas agressivas a outras de progressão mais lenta.

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Os sintomas mais comuns incluem aumento dos gânglios linfáticos (notados como caroços no pescoço, axilas e virilha), febre, suor noturno, tosse, coceira na pele, perda de peso e fraqueza. Os sinais podem variar conforme os órgãos acometidos.

Diagnóstico e diferenciação

Para diferenciar o linfoma não Hodgkin do linfoma de Hodgkin, que apesar de semelhantes são doenças distintas, realiza-se a biópsia do linfonodo afetado. A presença das células de Reed-Sternberg caracteriza o linfoma de Hodgkin, enquanto os linfomas não Hodgkin envolvem diferentes tipos celulares, o que influencia o tratamento e a evolução da doença.

Tratamento e prognóstico

O tratamento do linfoma não Hodgkin varia conforme o subtipo e pode incluir quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, transplante de medula óssea e terapias avançadas como terapia-alvo e CAR T-cell, que utiliza as próprias células do paciente para combater o câncer.

De acordo com a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), a taxa média de cura varia entre 60% e 70%, dependendo do tipo do linfoma, do estágio da doença e do estado geral do paciente. Pacientes que apresentam recaídas rápidas após o tratamento inicial costumam ter um prognóstico menos favorável.

Netinho iniciou o tratamento em março de 2025, chegou a ter a doença em remissão e compartilhou sua recuperação. Em maio de 2026, porém, acabou enfrentando a volta da doença em uma forma mais agressiva e veio a falecer posteriormente.

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