Pular para o conteúdo

Receita apreende 3 mil canetas emagrecedoras ilegais no RS

Mais de 3 mil canetas emagrecedoras ilegais foram confiscadas neste ano no RS, gerando preocupação entre autoridades e especialistas.

Prédio da Receita Federal
Prédio da Receita Federal. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Rio Grande do Sul registrou um aumento expressivo nas apreensões de canetas emagrecedoras ilegais neste ano. Segundo a Receita Federal, o número de unidades recolhidas cresceu 26 vezes em relação ao ano passado, totalizando mais de 3 mil canetas, avaliadas em aproximadamente R$ 1,2 milhão.

As cargas são interceptadas em diferentes modalidades: escondidas em veículos, em ônibus ou por meio de encomendas postais. Em tentativas de burlar a fiscalização, os produtos chegam frequentemente declarados como itens distintos. Eduardo Mielke, chefe da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal no estado, informou que essa fiscalização ocorre quase diariamente em todo o Rio Grande do Sul.

Em uma apreensão recente nos Correios, os fiscais encontraram embalagens contendo bolsas de gelo, utilizadas para tentar simular o transporte adequado do medicamento. Contudo, não há garantias de que a temperatura necessária para conservação tenha sido mantida durante o trajeto.

Leia também: Mulher com síndrome rara já teve 73 cânceres de pele

O endocrinologista Fernando Gerchman, do Hospital Moinhos de Vento, alertou para os riscos do uso dessas substâncias adquiridas ilegalmente. Sem fiscalização oficial, não é possível assegurar a pureza ou a composição dos medicamentos, o que representa sérios perigos à saúde dos consumidores.

Especialistas recomendam que medicamentos sejam adquiridos exclusivamente em farmácias e drogarias regulares, garantindo a procedência e segurança. Eduardo Mielke destacou que a questão ultrapassa o aspecto tributário, configurando uma questão de saúde pública.

Tags: Receita FederalRio Grande do SulSaúdemedicamentos ilegais

Comentários

Comentários exclusivos para quem tem conta

Entre na sua conta e seja o primeiro a comentar esta matéria.

Veja também