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Denúncia torna 7 PMs suspeitos por morte de agricultor em Pelotas

Denúncia do Ministério Público aponta erros na ação policial em Pelotas que matou Marcos Nörnberg em janeiro de 2026.

Sete policiais militares se tornaram réus por homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificada devido a uma operação realizada na zona rural de Pelotas, no Rio Grande do Sul, que resultou na morte do agricultor Marcos Daniel Nörnberg. A denúncia, apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) e recebida pela Justiça em outubro de 2026, aponta falhas graves na ação policial que ocorreu em 15 de janeiro.

A operação envolveu policiais do setor de inteligência que realizaram reconhecimentos considerados falhos e imprecisos. Os soldados Alexandro Bersch Schröder, Guilherme Esteves Sedrez e Rafael Martins Dias foram responsáveis pela identificação da propriedade alvo da ação. Segundo o MP, eles não verificaram a identidade dos moradores, deixaram de consultar registros oficiais da propriedade e não fizeram checagens em bancos de dados antes de indicar o endereço para a diligência. Essas falhas levaram a que a propriedade da família Nörnberg, que não era o alvo correto, fosse atacada.

Além disso, o sargento Eduardo Barboza Roll, o sargento Felipe Pereira Lempek e os soldados Marcelo Silva da Silva e Michael Macedo de Moraes executaram a entrada na propriedade, por volta das 3 horas da madrugada, sem autorização judicial e sem fundamentação legal. Eles efetuaram diversos disparos de fuzis calibre 5,56 mm contra a residência, sem certeza sobre quem estava no local.

Marcos Nörnberg foi atingido por oito tiros e morreu em decorrência dos ferimentos. A esposa dele, Raquel Amorim Motta Nörnberg, sobreviveu por ter ficado deitada no chão e devido a erros na mira dos policiais. A casa da família sofreu vários disparos.

O Ministério Público ressalta que os policiais usaram recurso para dificultar a defesa da vítima e empunharam arma de fogo de uso restrito durante a ação, considerando esses fatores agravantes. Além da condenação criminal, o MP solicita que os policiais sejam levados a julgamento pelo Tribunal do Júri, percam seus cargos públicos e paguem indenizações à família da vítima.

Até o momento, as defesas de alguns policiais alegam não ter tido acesso completo ao processo para se manifestarem, enquanto outras manifestações estão ainda em andamento. A reportagem segue aberta para posicionamentos.

Tags: Justiça RSMinistério PúblicoMorte de agricultorPelotasPolícia Militar

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