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Bloqueio no banco Ueno atinge especialmente baixa renda e causa crise no Paraguai

Intervenção no banco Ueno causou bloqueio de contas e queda do presidente do Paraguai, afetando principalmente pessoas de baixa renda.

A intervenção do Banco Central do Paraguai no banco digital Ueno bloqueou contas e provocou uma crise financeira e política no país. O episódio, relatado pelo exportador gaúcho Pedro Bergallo, residente em Assunção há sete anos, destacou o impacto especialmente nas pessoas de baixa renda que mantinham suas economias na instituição.

O banco Ueno cresceu rapidamente em 2024 e 2025 com campanhas para aumentar o número de contas e oferecendo crédito com condições vantajosas e descontos em diversos estabelecimentos paraguaios, desde supermercados a postos de combustíveis.

Na manhã da intervenção, milhões de clientes acordaram sem acesso às suas contas, o que gerou desespero e mobilizações populares. Em poucas horas, o presidente do Banco Central renunciou, e em menos de dois dias o presidente do Paraguai, Santiago Peña, também pediu afastamento enquanto o Congresso votava seu impeachment.

Pedro Bergallo relata que a crise resultou em uma calamidade pública, com muitos clientes, especialmente os mais pobres, sem alternativas financeiras — alguns não tinham planos B ou C em outras instituições financeiras, concentrando suas economias exclusivamente no Ueno.

Antes do surgimento do banco digital, o mercado financeiro do Paraguai era considerado antigo, com uso intenso de dinheiro físico e sistemas lentos para transferências eletrônicas. O Ueno trouxe inovação ao propor uma plataforma digital eficiente, o que atraiu milhões em pouco tempo.

Apesar da recuperação parcial do acesso à conta do exportador gaúcho após cerca de dois dias, a crise evidenciou a instabilidade do sistema financeiro local e provocou uma das semanas mais intensas politicamente na história recente do Paraguai.

Tags: Banco UenoCrise no ParaguaiPedro BergalloPolítica no Paraguaiintervenção bancária

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