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STF determina prisão domiciliar para mãe de Oruam, que sai do presídio em Bangu

Márcia Gama Nepomuceno passou para prisão domiciliar neste domingo (8) por ser cuidadora do neto com autismo.

Márcia Gama
Márcia Gama — Foto: Reprodução

Márcia Gama Nepomuceno, mãe do rapper Oruam, deixou o Instituto Penal Djanira Dolores de Oliveira, localizado no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro, para cumprir prisão domiciliar a partir de domingo (8). A decisão foi tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e confirmada pela Secretaria de Estado de Polícia Penal do Rio de Janeiro (Seap).

Ela estava presa desde 19 de outubro após a deflagração da Operação Blackbone, conduzida pela Polícia Federal, que apura o monopólio da internet exercido pelo Comando Vermelho em comunidades do Rio. Na mesma operação, Lucas Santos Nepomuceno, irmão de Oruam e filho de Márcia, também foi detido.

Investigação aponta que Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP e pai do rapper, mesmo preso, continuava a coordenar atividades ilegais relacionadas a serviços de internet em conluio com familiares e outras lideranças da facção criminosa.

Pedido de prisão domiciliar

O pedido para que Márcia cumprisse prisão domiciliar foi concedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, responsável pelos mandados da Operação Blackbone. A principal justificativa preponderante para a mudança do regime prisional é a função de Márcia como a principal cuidadora de um dos seus netos, que possui autismo.

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária, como condição para o cumprimento da prisão domiciliar, Márcia está usando tornozeleira eletrônica, que monitora seus deslocamentos.

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