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STF determina prisão domiciliar ao secretário de Belford Roxo preso na Operação Unha e Carne

O ministro Alexandre de Moraes autorizou prisão domiciliar por questões de saúde ao policial civil e secretário municipal Christiano Gaspar Fernandes.

1 de 1 Christiano Gaspar Fernandes, ao centro
1 de 1 Christiano Gaspar Fernandes, ao centro — Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a concessão de prisão domiciliar ao policial civil Christiano Gaspar Fernandes, secretário municipal de Ordem Urbana de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. A decisão foi proferida no dia 17 de outubro de 2026, dias após a prisão dele na oitava fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na quinta-feira, 15 de outubro.

A medida foi motivada por problemas de saúde apresentados por Christiano e permanecerá válida enquanto durar a condição clínica do secretário. A defesa não forneceu detalhes sobre a natureza do problema de saúde que subsidiou o pedido.

Além da prisão domiciliar, foram impostas diversas medidas cautelares, como o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, a proibição de manter contato com outros investigados e de utilizar redes sociais. Também foram suspensos o porte de armas e as autorizações anteriores para colecionamento, prática de tiro esportivo ou caça.

Leia também: Ministro Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar a policial na Operação Unha e Carne

Outra determinação da Justiça inclui a entrega do passaporte, e a Polícia Federal registrará em seus sistemas a restrição à saída do país. Qualquer deslocamento para tratamento de saúde, exceto em casos urgentes, deverá ser previamente autorizado pela Justiça.

O ministro Alexandre de Moraes fixou ainda que, em caso de descumprimento das medidas, a prisão domiciliar será revogada, e Christiano deverá ser recolhido em hospital penitenciário.

Christiano Gaspar e seu irmão Giovanni foram presos simultaneamente na referida fase da Operação Unha e Carne. Ambos já haviam sido detidos em 2011 durante a Operação Guilhotina, que investigava suspeitas sobre corrupção na Polícia Civil e supostos vínculos de agentes com milícias. Em primeira instância, foram condenados, mas tiveram a condenação revertida em segunda instância, com sua absolvição. Além disso, a demissão dos dois da corporação foi anulada em 2018 pelo então governador Luiz Fernando Pezão.

Christiano trabalhou durante vários anos com o delegado Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil, preso nesta última fase da Operação Unha e Carne. O secretário atuou como chefe de investigação em delegacias comandadas por Amim e também como assessor na Secretaria de Polícia Civil antes de entrar na administração municipal de Belford Roxo, onde assumiu a Secretaria Municipal de Ordem Urbana em 2024, na gestão do então prefeito Márcio Canella, também preso na operação.

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