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Polícia instaura 32 inquéritos contra clínicas do Grupo Celita Toledo após mortes e sequelas em Laranjeiras

Investigação envolve duas clínicas de estética, com mortes, sequelas e interdição de salas cirúrgicas em Laranjeiras.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou 32 inquéritos para apurar irregularidades em duas clínicas de estética do Grupo Celita Toledo localizadas em Laranjeiras, na Zona Sul da capital fluminense. A investigação teve início após a morte de três pacientes e relatos de sequelas permanentes em outras mulheres submetidas a procedimentos estéticos nas unidades, conforme informa o portal G1.

A Delegacia do Consumidor conduziu uma operação que resultou na interdição de três salas cirúrgicas e na apreensão de medicamentos vencidos. Duas funcionárias, a enfermeira responsável pelo centro cirúrgico, Evani Ferreira do Nascimento, e a diretora administrativa do almoxarifado, Carla dos Santos Alves, foram presas em flagrante, mas liberadas mediante pagamento de fiança de R$ 3 mil cada.

Durante a ação, outras três mulheres procuraram a delegacia para relatar casos relacionados às clínicas. Além disso, quinze cirurgias agendadas nas unidades tiveram de ser canceladas em função das interdições. A polícia está investigando ainda a atuação de médicos sem especialização em cirurgia plástica, estrangeiros sem registro profissional e residentes que estariam realizando procedimentos sem supervisão adequada. Em agosto, um médico peruano chegou a ser detido nessa mesma investigação.

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Segundo o delegado Wellington Vieira, em pelo menos um dos casos fatais, o anestesista era um médico residente que atuava sem a supervisão necessária de um preceptor, o que configura grave infração profissional. A apuração também identificou que prontuários de pelo menos três pacientes não foram encontrados, o que dificulta o andamento da investigação.

O Grupo Celita Toledo, em nota jurídica, declarou que está acompanhando as apurações com seriedade, fornecendo todos os documentos solicitados pelas autoridades e respeitando os procedimentos legais. O grupo afirmou que não se deve antecipar conclusões ou atribuir responsabilidades antes da conclusão das investigações e que mantém o compromisso com a verdade e o devido processo legal.

Familiares das vítimas deram declarações emocionadas sobre os danos causados pelos procedimentos realizados nas clínicas, ressaltando o impacto das mortes e sequelas permanentes. A polícia orienta que pacientes que pagaram cirurgias agendadas e não realizadas procurem o setor administrativo para solicitar ressarcimento.

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