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Homem preso por soltar pipa em refinaria em Manguinhos segue

Carlos Henrique da Silva Júnior está detido há seis dias acusado de crimes relacionados a ocorrência em refinaria da Zona Norte do Rio.

A família de Carlos Henrique da Silva Júnior, de 35 anos, afirma que ele está injustamente detido há seis dias após ser preso enquanto soltava pipa na Refinaria de Manguinhos, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo relatos de amigos, o local da abordagem policial era frequentado aos fins de semana por diversas pessoas, incluindo crianças, por estar desativado e sem circulação de veículos.

Carlos foi autuado inicialmente por quatro crimes: tentativa de homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de fuzil. Uma arma do tipo fuzil foi apreendida nas proximidades da ocorrência.

No entanto, um parecer do Ministério Público analisado pela Justiça descartou a acusação de tentativa de homicídio contra os policiais militares, destacando a ausência de indícios de que Carlos tenha efetuado disparos. A juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal, declinou da competência para julgar essa acusação, remetendo o caso a um juízo responsável por crimes comuns. Os policiais envolvidos não reconheceram Carlos como autor dos tiros.

Mesmo com a rejeição da acusação mais grave, Carlos permanece preso sob os outros três crimes apontados. A defesa já solicitou a revogação da prisão.

Imagens registradas durante a abordagem mostram Carlos e um amigo rendidos no chão, e o amigo foi liberado após a delegacia, confirmando que ambos participavam de um festival de pipas no local.

A Polícia Militar informou que as equipes foram atacadas a tiros quando atenderam a uma denúncia de criminosos armados em Manguinhos, o que resultou no confronto e na detenção de dois homens, além da apreensão de armamento, munições e drogas. A Polícia Civil afirmou que cumpriu os procedimentos legais e avaliou as circunstâncias para a autuação de Carlos.

Na sexta-feira, familiares e amigos realizaram um protesto em Benfica, próximo ao Morro do Tuiuti, bairro onde Carlos reside, pedindo sua libertação, alegando sua inocência e destacando que ele possui emprego formal e não tem histórico criminal.

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