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Arqueóloga de 81 anos baleada em assalto no Leblon agradece

Tania Andrade Lima, arqueóloga e professora aposentada, foi vítima de assalto e disparos no Leblon, no Rio de Janeiro, e expressa gratidão às pessoas que a socorreram.

A arqueóloga Tania Andrade Lima, de 81 anos, vítima de um assalto em que foi baleada no Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro, agradeceu publicamente o auxílio recebido de desconhecidos que prestaram socorro imediato. O crime ocorreu após ela sacar um valor considerável em um banco local.

Segundo relato do sobrinho da vítima, Antonio Rocha, Tania foi abordada quando se dirigia ao carro, momento em que um assaltante tentou roubar sua bolsa, e ela reagiu segurando o objeto. Durante a ação, o criminoso disparou três tiros à queima-roupa contra a arqueóloga, que caiu e foi arrastada pela calçada.

Tania destacou a solidariedade das pessoas que presenciaram o ataque, mencionando um pedestre que emprestou seu celular, um taxista que aplicou um torniquete para conter a hemorragia no braço e outra pessoa que ofereceu um moletom para estancar o sangramento. Ela também expressou gratidão pelos militares que a atenderam e pela equipe médica do Hospital Miguel Couto e de uma unidade particular, que realizaram a remoção do projétil do pescoço e uma cirurgia para reconstrução da mama.

A arqueóloga é pesquisadora sênior do CNPq e professora aposentada do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde fundou e coordenou o Programa de Pós-Graduação em Arqueologia. Ao longo de sua carreira, recebeu prêmios como o Hypatia Award em 2023, a Comenda da Ordem do Mérito Cultural em 2006 e o Prêmio Globo “Faz Diferença” na categoria Rio em 2016.

O Museu Nacional/UFRJ divulgou uma nota oficial manifestando solidariedade à professora e lamentando o episódio, ressaltando o agravamento da violência na cidade. A instituição também ressaltou a dedicação de Tania ao longo de décadas em prol do desenvolvimento acadêmico.

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