Flávio Bolsonaro foge a EUA após perder eleição e investigações
Senador Flávio Bolsonaro, derrotado na eleição presidencial de 2026, deixou o Brasil e agora é investigado no STF por suspeitas de irregularidades financeiras.
Após ser derrotado na eleição presidencial realizada em 25 de outubro de 2026, o senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil e chegou aos Estados Unidos três dias depois, recusando-se a reconhecer os resultados oficiais da disputa, que confirmaram a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. O político alega fraude eleitoral, mas não apresentou provas que sustentem essas alegações.
No Brasil, Flávio Bolsonaro está sob investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) em dois processos distintos. O primeiro apura possíveis irregularidades no financiamento do filme biográfico "Dark Horse", que retrata a trajetória política de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Denúncias apontam para um pedido de R$ 130 milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, com pagamentos já realizados de cerca de R$ 61 milhões, conforme documentos obtidos pela imprensa.
As investigações mostraram contradições nas declarações de Flávio sobre sua relação com Vorcaro, incluindo episódios como visita durante o monitoramento eletrônico do banqueiro e discrepâncias nos registros financeiros do filme. Além disso, Flávio negou envolvimento próximo com o banqueiro, embora tenha sido revelado que utilizou um jatinho parcialmente pertencente a uma empresa associada a Vorcaro e a seu amigo, o advogado Willer Tomaz.
O segundo inquérito examina supostos crimes de lavagem de dinheiro relacionados a uma empresa de apostas online. Flávio Bolsonaro é apontado como "usuário master" de conta bancária da empresa Alcazar Holdings, propriedade do advogado Willer Tomaz, que também responde a investigação por suspeita de lavagem contra benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Evidências incluem trocas de emails particulares e operações financeiras suspeitas detectadas pela Polícia Federal no estado do Rio Grande do Sul.
Além dessas investigações, o senador responde por possível difamação contra o presidente Lula devido a acusações públicas sem comprovação, feitas em redes sociais em janeiro de 2026.
Nas eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro liderou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, mas foi derrotado no segundo turno, que teve uma votação estendida por duas horas em vários locais sob justificativas de problemas de transporte e condições climáticas adversas. Apesar do pedido de extensão também ter partido da campanha de Flávio, ele posteriormente contestou os resultados alegando irregularidades.
Em carta divulgada após sua saída do país, o senador manteve a posição de não reconhecimento dos resultados eleitorais e se declarou "líder de Brasil", contrariando o posicionamento oficial de seu partido e as confirmações da Justiça Eleitoral.





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