Campanha de Lula afirma que presidente aceita condições de Flávio Bolsonaro para quebra de sigilo
Coordenador político da campanha de Lula diz que presidente não se opõe às exigências de Flávio Bolsonaro para liberação dos sigilos.
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quarta-feira (21) que o petista não se opõe às condições propostas pelo adversário, senador Flávio Bolsonaro (PL), para autorizar a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e eletrônico. As informações são do coordenador político da campanha de Lula, senador Camilo Santana (PT-CE).
Segundo Camilo Santana, as condicionantes estabelecidas por Flávio Bolsonaro seriam uma “manobra” e a resposta da campanha de Lula será protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (22), às 11h.
“Se não tem nada a dever, que ele cumpra o que o presidente propôs. Presidente não tem nada a se opor ao que ele colocou condicionantes. Amanhã às 11h estaremos no TSE para protocolar a resposta do presidente e é o prazo para ele estar lá também”, afirmou Santana.
Condições impostas por Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro condicionou a liberação dos seus dados sigilosos à autorização recíproca da divulgação dos dados de Lula e seus familiares, abrangendo os sigilos bancário, fiscal e eletrônico. As exigências incluem também a liberação dos sigilos dos parentes de Lula e de empresas relacionadas ao candidato do PL.
De acordo com o documento protocolado no TSE, Lula autorizou a liberação dos seus sigilos e os de seus familiares referentes aos últimos oito anos, com a condição de que Flávio Bolsonaro faça o mesmo.
Investigações envolvendo Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Um deles investiga lavagem de dinheiro relacionado ao advogado Willer Tomaz, e o outro apura o financiamento da cinebiografia “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Preocupações da campanha de Lula com a Meta
A campanha do presidente também manifestou preocupação sobre a atuação da Meta durante o período eleitoral, mesmo após reunião realizada na terça-feira (20) no TSE com a empresa. A coordenação jurídica pretende protocolar representações na Justiça Eleitoral contra a Meta ainda nesta quarta-feira (21).
“A Meta é motivo de grande preocupação para gente e para o mundo democrático. Não vamos aceitar esse tipo de interferência, esse tipo de coisa”, declarou Sidônio Palmeira, ministro da Secretaria de Comunicação (Secom).