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Ângela Bispo recebe apoio após comentário racista

Ângela Bispo desabafou sobre ataque racista e destacou a força da solidariedade dos colegas e família na Rede Clube.

A apresentadora Ângela Bispo, da Rede Clube, foi alvo de um comentário racista em uma publicação no Instagram e recebeu manifestações públicas de apoio de membros da equipe da emissora, na última sexta-feira (16). Durante um encontro promovido para manifestar solidariedade, Ângela afirmou que decidiu não se calar mais diante desse tipo de situação.

Ela relatou que a decisão foi motivada, sobretudo, pelas conversas com os filhos, que a incentivaram a enfrentar os ataques para proteger a representatividade de pessoas que se inspiram em sua trajetória. "Eu já deixei passar muita coisa, só que hoje eu tenho filhos, eu tenho família. E ver os meus filhos ontem me disseram que eu não posso mais deixar passar", declarou Ângela.

A apresentadora destacou o impacto que atitudes racistas têm para além dela, influenciando pessoas que a admiram por ser mãe, mulher preta e profissional da comunicação. "Quando me veem na posição que eu tô, sofrendo um ataque deste, podem querer se diminuir ainda mais e passarem a sofrer, a ter medo de viver. Todo mundo merece viver plenamente, com respeito", afirmou.

No encontro, Ângela agradeceu o acolhimento recebido dos colegas da Rede Clube, que enfatizaram a importância da luta contra o racismo. A editora-chefe Cláudia Brandão ressaltou que a apresentadora não está sozinha e faz parte de uma equipe unida. A acionista Márcia Rebelo afirmou que não aceitam esse tipo de comportamento na emissora, chamando Ângela de "a cara da TV Clube" e destacando a identificação do público com ela.

Outros profissionais, como o apresentador Marcelo Magno e o repórter Marcos Teixeira, também manifestaram solidariedade e reforçaram o papel dos comunicadores no combate às manifestações racistas. Marcos lembrou que essas condutas são crimes e devem ser repudiadas.

Em entrevista concedida à TV Clube, Emanuelly Ferreira, vice-presidente da Comissão da Verdade da Escravidão Negra da OAB-PI, explicou que a injúria racial foi equiparada ao racismo em 2023, tornando-se crime inafiançável e imprescritível. Destacou que a responsabilização não depende somente da denúncia da vítima, podendo ser buscada pelo Ministério Público assim que o fato é conhecido.

Emanuelly esclareceu a diferença entre racismo, que atinge a coletividade, e injúria racial, direcionada a indivíduos, como foi o caso de Ângela Bispo. Segundo a advogada, houve uma majoração na penalidade para injúria racial desde 2023.

Esse episódio reforça, no ambiente profissional e social, a urgência em combater o racismo e oferecer suporte às vítimas, destacando a importância da representatividade para além do âmbito pessoal.

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