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Piauí tem 5,1 mil incêndios e 3,3 mil brigadistas

Estado do Piauí contabiliza 5.164 focos de incêndio em 2026 e mantém proibição do uso do fogo até 30 de outubro.

O Piauí contabilizou 5.164 focos de incêndio no período de janeiro a outubro de 2026, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entre os dias 22 e 23 de outubro, foram identificados 124 focos no estado.

Em outubro, até o momento, o total registrado é de 1.288 focos. Para o combate e prevenção dessas ocorrências, o estado mobiliza diariamente mais de 3.300 brigadistas florestais, que atuam em 197 dos 224 municípios piauienses.

Capacitação ampliada para combater queimadas

Na sexta-feira (23), a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) certificou mais de 130 novos brigadistas florestais, que passarão a atuar em dez municípios nos territórios da Serra da Capivara e da Chapada das Mangabeiras. As cidades atendidas são Anísio de Abreu, Guaribas, Caracol, Coronel José Dias, João Costa, São Braz do Piauí, Nova Santa Rita, Fartura do Piauí, Morro Cabeça no Tempo e Curimatá.

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De acordo com a diretora de biodiversidade da Semarh, Rafaela Gomes, os brigadistas não apenas atuam no combate às chamas, mas também orientam os moradores das áreas afetadas e auxiliam na identificação de zonas de risco, reforçando a proteção da vegetação, fauna e comunidades locais.

Proibição do uso do fogo em imóveis rurais

Desde 9 de outubro, está proibido o uso do fogo em imóveis rurais em todo o Piauí até o dia 30 do mesmo mês. A medida foi adotada diante das condições climáticas adversas, como altas temperaturas, baixa umidade e estiagem, que elevam o risco de incêndios florestais.

A proibição abrange tanto o início de novas queimadas quanto as autorizadas previamente pela Semarh. O órgão suspendeu também o processo de emissão de novas licenças para uso do fogo.

Segundo a Semarh, a fiscalização será intensificada com monitoramento por satélite e ações em campo para coibir infrações. Responsáveis por queimadas irregulares podem ser multados e sofrer embargos ou outras penalidades administrativas.

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