Operação prende facção por projeto de visitas íntimas
Sete integrantes de facção foram presos em operação do Gaeco por trocarem drogas por assinaturas para projeto de lei no Paraná e São Paulo.
Sete pessoas suspeitas de integrar uma facção criminosa foram presas preventivamente em uma operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no Norte do Paraná, nesta quarta-feira (28). A ação, que ocorreu em cidades do Paraná e do estado de São Paulo, apurou que os investigados buscavam coletar assinaturas para um projeto de lei de iniciativa popular que visa flexibilizar as regras de visitas íntimas e conjugais em presídios.
Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), o grupo oferecia porções de drogas como forma de incentivo a pessoas que comandavam pontos de tráfico, funcionando como contrapartida para a obtenção das assinaturas. Por exemplo, a cada oito assinaturas recolhidas, eram cedidos 1 grama de cocaína.
O projeto de lei pretendia alcançar 290 mil assinaturas em todo o país para ser formalmente apresentado ao Congresso Nacional. Os detalhes do conteúdo do projeto não foram divulgados oficialmente. A apuração indica que quando a meta seria atingida, um cidadão seria utilizado para entregar o projeto oficialmente.
Além das sete prisões preventivas, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Londrina, Cambé, Cascavel, Piraquara (PR), e Avaré e Marília, ambas em São Paulo. Um oitavo suspeito não foi localizado, pois fugiu ao Paraguai.
Comando regional da facção
As investigações apontam que a estrutura da facção no Paraná é comandada por dois irmãos que supervisionavam as atividades de tráfico de drogas, venda de armas e o "controle disciplinar" dos membros da organização criminosa. Um dos irmãos exerce o papel de "Geral da Região 43" – número do DDD da área – e era responsável por passar ordens da cúpula, aplicar punições e decidir sobre transferências internas da facção. O outro irmão atuava como "Final 100% do Estado do Paraná", coordenando os setores financeiro e operacional e o comércio de drogas na zona sul de Londrina.
Também são investigadas pessoas que cuidavam da contabilidade, coordenação dos pontos de venda de drogas, gestão do chamado tribunal do crime, além da negociação de armas.
Os presos são investigados por favorecimento ao domínio social estruturado e tráfico de drogas.
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