Noemi confirma cura após transplante pelo SUS
Menina de 8 anos reencontrou enfermeira que doou sua medula cinco anos após transplante realizado pelo SUS em Curitiba.
Uma criança de 8 anos comemorou a confirmação da cura após receber um transplante de medula óssea realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Erastinho, em Curitiba. O procedimento foi essencial para o tratamento de uma aplasia de medula e contou com a doação voluntária de uma enfermeira cearense.
O reencontro marcante entre Noemi Lima Oliveira e Geovania Oliveira Santos ocorreu durante uma consulta de acompanhamento no dia 20 de outubro de 2026. Geovania, que havia se cadastrado como doadora em 2011 no Ceará, foi identificada como compatível pelo Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) e realizou a doação em 2021, mesmo enfrentando um momento difícil devido à pandemia de Covid-19.
Após o transplante, Noemi permaneceu sob acompanhamento do serviço de Transplante de Medula Óssea (TMO) do Erastinho, onde a equipe médica avaliou sua recuperação ao longo dos anos. A confirmação da cura foi celebrada junto à doadora, à família da menina e aos profissionais de saúde envolvidos.
Importância do cadastro de doadores voluntários
A história ressalta a relevância de manter dados atualizados no cadastro de doadores voluntários para possibilitar a identificação de compatibilidades. O processo considera a compatibilidade entre doador e receptor como fator fundamental para o sucesso do transplante, que pode salvar vidas de pacientes que não encontram doadores familiares.
Interessados em se tornar doadores podem procurar os hemocentros e os canais oficiais para se cadastrar. O Hospital Erastinho, referência no atendimento oncopediátrico no Sul do Brasil, integra o cuidado multidisciplinar com o serviço de transplante para crianças e adolescentes.
Momentos marcantes da trajetória
Antes de Curitiba, Noemi e Geovania se encontraram pela primeira vez em Salvador, onde a menina conheceu a doadora e viu o mar pela primeira vez. Durante o tratamento em Curitiba, a família contou com o suporte da Casa de Apoio São Félix.
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