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Alunos denunciam ataques a bolsistas e mensagens nazistas

Estudantes da UniCesumar relataram mensagens ofensivas e símbolos nazistas após eleições, gerando investigação do Ministério Público Federal.

Alunos de Medicina da UniCesumar, em Maringá, Paraná, denunciaram mensagens ofensivas e símbolos ligados ao nazismo em um grupo de conversas online. As mensagens, enviadas no dia 25 de outubro, ocorreram após a divulgação do resultado das eleições presidenciais de 2026 e tiveram como alvo estudantes bolsistas, que ingressaram no curso por programas sociais.

Segundo relatos, alguns alunos fizeram comentários que menosprezavam colegas beneficiados pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), sugerindo superioridade entre estudantes que pagam a mensalidade e aqueles aprovados por seleção social.

Além disso, expressões e imagens com conotação nazista circularam no grupo, o que gerou repúdio de outros estudantes. Uma aluna destacou que, independentemente da forma de ingresso, todos receberão a mesma formação e registro profissional.

A UniCesumar afirmou que o grupo de WhatsApp onde ocorreram as mensagens não é canal oficial da instituição e passou a realizar uma sindicância para apurar as denúncias e tomar providências conforme normas internas. A universidade reafirmou compromisso com a ética e repúdio a qualquer discriminação ou preconceito, além de disponibilizar apoio aos estudantes por meio do Núcleo de Apoio ao Estudante de Medicina (NAEME).

O Ministério Público Federal informou que está analisando a denúncia feita pelos alunos. O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) condenou as atitudes, dizendo que violam os princípios do Código de Ética do Estudante de Medicina, que exige compromisso com a saúde humana sem discriminação.

De acordo com o CRM-PR, a formação médica deve estar pautada em valores humanísticos e humanitários, e atitudes discriminatórias são incompatíveis com esses princípios, motivo pelo qual acompanhará o caso e tomará as medidas cabíveis.

Após a repercussão, os alunos envolvidos, tanto ofensores quanto vítimas, não têm frequentado a universidade.

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