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Endometriose profunda: exames essenciais antes da cirurgia

Ultrassom especializado e ressonância identificam órgãos afetados e orientam o tratamento adequado da endometriose profunda.

A endometriose profunda, que pode afetar órgãos como intestino e bexiga, exige exames de imagem específicos para identificar a extensão do problema. Diferentemente da endometriose superficial, essa forma da doença pode penetrar entre estruturas da pelve, comprometendo ligamentos uterinos, vagina, intestino, bexiga e ureteres.

A intensidade da dor nem sempre indica a gravidade ou localização das lesões. Por exemplo, a endometriose no ureter pode ser assintomática, mas causar danos renais graves se não diagnosticada em tempo. O intestino também pode ocultar lesões, já que a colonoscopia vê apenas a parede interna, enquanto as lesões estão na externa.

Exames para diagnóstico e planejamento

As diretrizes europeias de 2022 estabeleceram que a cirurgia não é mais o padrão-ouro para o diagnóstico; exames de imagem passaram a ser prioridade. O ultrassom transvaginal com preparo intestinal é o principal exame, permitindo visualizar reto e sigmoide, áreas frequentemente acometidas. Em casos duvidosos ou mais complexos, a ressonância magnética pélvica complementa a avaliação.

Segundo o cirurgião oncológico Tiago Castilho, que atua há mais de 10 anos em cirurgia de endometriose profunda, o exame deve ser realizado com protocolo específico por profissionais experientes para guiar o tratamento e a cirurgia corretamente.

Importância do mapeamento da doença

Saber exatamente quais órgãos estão comprometidos ajuda a decidir se é necessário envolver especialistas de outras áreas, como urologia e cirurgia digestiva, e define o preparo e tipo de intervenção cirúrgica e recuperação da paciente. Esse mapeamento detalhado é fundamental para escolher entre tratamento clínico ou cirúrgico, além de antecipar possíveis complicações.

Tags: Cirurgia ginecológicaEndometrioseRessonância magnéticaUltrassom transvaginalsaúde da mulher

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