Trump reconhece riscos em robôs importados e opta por negociações
Presidente dos EUA reconhece ameaças de segurança associadas à importação de máquinas, porém opta por negociações antes de medidas tarifárias.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a importação de robôs e máquinas representa riscos para a segurança nacional do país. Apesar da constatação, ele não aplicou novas tarifas imediatamente, optando por direcionar as autoridades dos EUA a negociarem com governos estrangeiros sobre os níveis das importações.
Esta decisão beneficia os fabricantes norte-americanos, que dependem fortemente das importações para os diversos tipos de robótica e maquinário industrial, ao adiar a imposição de tarifas. Contudo, o governo mantém a possibilidade de aplicar taxas no futuro caso as negociações comerciais não resultem em acordos satisfatórios.
Instruções para negociação e relatório de progresso
Após uma investigação que durou mais de um ano iniciada em setembro de 2025, Trump orientou o Departamento de Comércio dos EUA e o Representante Comercial a conduzirem vetores conjuntos para tratar as preocupações relativas à importação desses equipamentos. Ele também solicitou que as agências apresentem um relatório em até 180 dias detalhando o progresso das tratativas.
Escopo da investigação
A apuração envolveu análise de máquinas-ferramenta para corte, soldagem e manuseio de peças, autoclaves, fornos industriais, assim como ferramentas e máquinas de corte a laser e jato de água. A Comissão Federal de Comunicações (FCC) já havia proibido em julho a importação de novos modelos de robôs chineses e inversores de energia, liberando apenas modelos existentes de robôs humanóides e quadrúpedes.
A FCC enfatizou o potencial dos robôs coletarem dados que poderiam ser explorados por agentes mal-intencionados para vigilância interna, aprimoramento das capacidades de inteligência estrangeira ou controle remoto dos dispositivos.
Dependência externa e medidas recentes
O Departamento de Comércio destacou que os EUA dependem predominantemente de importações estrangeiras para esses tipos de robótica e maquinário industrial. Em outro âmbito, o departamento concluiu uma investigação sobre a importação de aeronaves comerciais, motores a jato e peças, também levantando questões relativas à segurança nacional.
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