Eleitores nos EUA avaliam limitações para data centers de IA
Em 38 localidades dos EUA, moradores avaliam medidas que limitam a expansão de data centers para IA.
Eleitores em dez estados dos Estados Unidos irão decidir na próxima terça-feira sobre propostas que podem limitar a implantação de data centers dedicados à inteligência artificial (IA) em suas comunidades. A rápida expansão desses centros de dados, essenciais para executar aplicações de IA, tem gerado resistência local em diferentes regiões do país.
Em Ohio, um mercado que se destaca pelo crescimento acelerado de data centers, mais de uma dúzia de jurisdições incluem nas urnas 21 propostas relacionadas ao tema. Segundo dados do grupo de pesquisa apartidário Ballotpedia, ao todo, 38 jurisdições locais analisarão pelo menos 41 medidas que variam desde atrasos, proibições até a imposição de novos requisitos para essas instalações.
Motivações e preocupações da população
O movimento contrário à instalação de data centers mobiliza tanto eleitores democratas quanto republicanos. Jessica Baker, organizadora do grupo Conserve Ohio, atribui a oposição ao alto consumo de eletricidade e água desses empreendimentos. Embora os desenvolvedores possam utilizar fontes próprias de energia, como turbinas a gás ou reatores nucleares, muitos moradores manifestam receio quanto a possíveis riscos à saúde, citando casos de asma e outras preocupações para suas famílias.
Impacto nas estratégias dos desenvolvedores
De acordo com Baron Fung, analista da Dell’Oro Group, eventuais restrições aprovadas poderão levar a um deslocamento dos projetos para outras áreas, ao invés do cancelamento completo. O setor já enfrenta desafios como longos prazos para conexões à rede elétrica e custos elevados de construção. Apesar disso, o mercado segue em expansão, com aumento de 48% na capacidade dos data centers em construção nos EUA de dezembro de 2025 a junho de 2026, conforme John McWilliams, da Cushman & Wakefield.
Casos específicos e posicionamento das empresas
Uma das medidas eleitorais mais impactantes ocorre em Sunbury, próximo a Columbus, onde uma proposta visa proibir data centers que consumam mais de 25 megawatts de energia. Tal restrição poderia inviabilizar o projeto de US$ 2 bilhões da Amazon na região. Shannon Kellogg, diretora de políticas públicas da Amazon, participou de programas locais para esclarecer dúvidas antes da votação. A empresa declarou que permanece dedicada a colaborar com as comunidades onde atua, destacando empregos gerados e contribuições econômicas, independentemente dos resultados eleitorais.





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