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Otan cria canal de compras militares para Ucrânia e fortalece

A Otan permitirá que a Ucrânia adquira armas e equipamentos via sua agência de compras, facilitando acesso a fornecedores e integrando indústrias de defesa.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) decidiu permitir que a Ucrânia adquira armas, munições e equipamentos militares por intermédio da Agência de Apoio e Aquisições da aliança (NSPA, sigla em inglês). A medida foi comunicada e detalhada em entrevista ao jornal britânico Financial Times.

Com essa iniciativa, o país poderá obter suprimentos de defesa de forma mais rápida e econômica, ao mesmo tempo em que sua indústria de defesa se integra mais estreitamente aos parceiros ocidentais. Jacqueline Borsboom, diretora de apoio a operações da NSPA, ressaltou que essa estrutura organizada oferece uma ampla gama de recursos, incluindo experiência em aquisições, serviços de apoio e acesso consolidado a uma base industrial, gerando ganhos de escala na obtenção de materiais.

Como exemplo, Borsboom mencionou que a Ucrânia pode solicitar à agência a compra de itens como 30 mil uniformes militares. Alyona Getmanchuk, chefe da Missão da Ucrânia junto à Otan, destacou que esta parceria constitui uma importante porta de entrada para o ecossistema industrial de defesa da aliança, além de ampliar o acesso da Ucrânia a contratos geridos pela NSPA.

Em abril deste ano, a Otan já havia autorizado a participação de empresas ucranianas do setor de defesa em licitações para fornecer produtos à NSPA, criando oportunidades comerciais para o setor em crescimento no país. Recentemente, a NSPA promoveu um evento em Kiev com a participação de 150 empresas nacionais, explicando os procedimentos para registro e habilitação como fornecedores em futuras concorrências.

Desde o início da guerra em 2022, as empresas ucranianas expandiram rapidamente a produção de drones e tecnologias militares, despertando interesse de governos europeus que buscam modernizar suas forças armadas. Segundo Jacqueline, a inovação ucraniana tem avançado rapidamente e há benefícios de aprendizado mútuo para ambas as partes.

Essas ações ocorrem em meio a tensões recentes nas relações entre Washington e Kiev, com críticas públicas de líderes ucranianos à demora de apoio militar dos Estados Unidos. Paralelamente, houve um encontro recente entre o enviado americano Steve Witkoff e o presidente russo Vladimir Putin, componente do contexto geopolítico que envolve a região.

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