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França proíbe protestos em diversas cidades após onda de

Após confrontos violentos e saques, autoridades francesas suspendem manifestações em grandes centros urbanos para conter distúrbios.

Em resposta a uma onda de violência e tumultos registrados durante o último fim de semana, autoridades de várias cidades da França proibiram manifestações previstas para esta quinta-feira. A decisão foi tomada após confrontos intensos, saques e incêndios que afetaram principalmente Paris e outras regiões urbanas, configurando um dos episódios mais graves de distúrbios sociais dos últimos anos no país.

As proibições abrangem grandes centros como Paris, Lyon, Lille e Grenoble. Em Paris, a medida inclui restrições até as 20h locais, com foco em áreas próximas ao Palácio do Eliseu, sede da Presidência, às sedes das casas do Parlamento e principais estações ferroviárias, além dos bairros que sofreram danos por saques. Ademais, toques de recolher noturnos foram instaurados em partes da capital e em outras cidades para garantir a retomada da ordem.

O período recente de manifestações teve início no mês anterior em uma escola de ensino médio em Créteil, na periferia sudeste de Paris, motivado pela escassez de funcionários e condições precárias nas instituições educacionais. Posteriormente, as mobilizações estudantis se ampliaram para outras localidades e transformaram-se em protestos mais amplos contra o aumento geral do custo de vida, a poucos meses da eleição presidencial de 2027.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu anunciou que uma operação de segurança “massiva” está prevista para o próximo sábado, data em que é esperado o engajamento de ativistas do movimento dos “coletes amarelos”, conhecidos pelas manifestações contra os preços dos combustíveis em 2018 e 2019. Entretanto, representantes sindicais que dialogaram com o governo declararam que o encontro não resultou em propostas concretas, mantendo o calendário de mobilizações, inclusive uma grande manifestação marcada para 5 de novembro, com participação de trabalhadores dos setores público e privado.

O presidente Emmanuel Macron reuniu-se na manhã desta quinta-feira com ministros e agentes de inteligência para avaliar o ocorrido e fortalecer as medidas de segurança voltadas às próximas ações coletivas. As autoridades justificam a proibição das manifestações desta quinta-feira sob o argumento do risco de novos episódios de violência, especialmente diante dos confrontos protagonizados por grupos de jovens mascarados que resultaram em saques e incêndios no último fim de semana.

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