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PF indicia 15 por crimes financeiros no Banco Master

PF conclui inquérito e aponta 15 envolvidos em esquema de venda irregular de carteiras de crédito ao BRB.

A Polícia Federal concluiu o primeiro inquérito que investigava suspeitas de crimes financeiros no Banco Master, resultando no indiciamento de 15 pessoas, entre elas Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e dono do banco, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB).

Acusações contra líderes do esquema

Daniel Vorcaro é apontado como líder do esquema pela PF, responsável pela definição das diretrizes gerais das operações, articulação entre o Banco Master e o BRB, além da coordenação das demais frentes do esquema. Ele está preso desde março de 2026 no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Paulo Henrique Costa, que comandou o BRB de janeiro de 2019 a novembro de 2025, foi indicado ao cargo pelo então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). A Polícia Federal o classificou como integrante do núcleo estratégico e decisório do esquema, ao lado de Vorcaro.

Leia também: BRB pressiona compra rápida de carteiras do Master

Outros envolvidos e papéis atribuídos

Também foram indiciados Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro e dono do Banco Pleno, liquidado pelo Banco Central em fevereiro de 2026; Luiz Antonio Bull, diretor de contabilidade; Angelo Silva, diretor do Banco Master; e Alberto Oliveira Neto, superintendente de tesouraria, todos relacionados ao núcleo executivo-financeiro das operações.

O gerente de operações bancárias Allan Machado foi apontado como responsável pelo núcleo operacional, sendo encarregado da formação das carteiras destinadas ao BRB e da coordenação da geração de documentos vinculados ao esquema.

Na esfera da interposição empresarial, Henrique Peretto, proprietário da empresa Tirreno, e André Felipe Maia, ex-funcionário do Master e diretor da Tirreno, foram indiciados. A investigação aponta que a Tirreno era uma empresa de fachada usada para operacionalizar as vendas de créditos de dívidas ao BRB sem pagamento efetivo.

Equipes jurídicas e do BRB também envolvidas

O advogado do Master, Daniel Monteiro, foi indiciado como responsável pelo núcleo jurídico do esquema. Na ocasião da prisão preventiva, o Ministério Público Federal afirmou que Monteiro teria obtido ao menos R$ 86 milhões em proveito próprio com os esquemas.

Do BRB, Dario Garcia Junior, diretor-executivo de finanças e controladoria, e Luana Ribeiro, diretora-executiva de controle e riscos, foram entre os indiciados. A corregedoria do banco afastou Luana Ribeiro após as investigações. Além deles, Cristiane Bukowitz, diretora-executiva de gestão de pessoas, Diogo Oliveira, diretor-executivo de atacado e governo, e José Maria, diretor-executivo de tecnologia, foram implicados pela Polícia Federal por participarem de deliberações sobre as operações com o Banco Master.

Defesas dos indiciados

As defesas de Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa questionaram o relatório da polícia. A defesa de Vorcaro classificou o documento como "açodado e afoito", enquanto o advogado de Paulo Henrique afirmou que as conversas recuperadas indicam que seu cliente não tinha conhecimento das fraudes investigadas. Outros indiciados ainda não se manifestaram oficialmente ou não foram localizados para comentar o processo.

Contexto e respostas

O esquema investigado envolve a venda de carteiras de crédito do Banco Master ao BRB, em operações que teriam ocorrido apesar de conhecimento prévio dos problemas pelos envolvidos. A Receita da Operação denominada 'Compliance Zero' levou à prisão de vários dos indicados.

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