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Vice-prefeita de Sidrolândia denuncia uso de deepfakes após

Cristina Fiuza, vice-prefeita de Sidrolândia, teve conta invadida e imagens íntimas falsas divulgadas em seu perfil.

A vice-prefeita de Sidrolândia (MS), Cristina Fiuza, denunciou na manhã de quarta-feira (21) que seu perfil no Facebook foi invadido e que imagens íntimas falsas foram publicadas sem sua autorização. Segundo a vítima, as imagens divulgadas podem ter sido produzidas por meio de uma técnica conhecida como deepfake, que usa inteligência artificial para criar montagens realistas.

Cristina descobriu o ocorrido após receber dezenas de ligações na madrugada a respeito das publicações criminosas. Uma amiga lhe avisou sobre uma imagem que supostamente mostrava partes íntimas da vice-prefeita, postada em seu perfil.

O advogado Alexandre Oliveira, que representa Cristina Fiuza, informou que a publicação não partiu da vice-prefeita e que será registrado boletim de ocorrência para identificar os responsáveis pela invasão da conta, a criação das imagens falsas e a sua divulgação na rede social.

"A vice-prefeita foi vítima de um crime, e os responsáveis pagarão na forma da lei", declarou o advogado. A defesa ressaltou ainda que ataques desse tipo têm como objetivo constranger e prejudicar a imagem de mulheres que ocupam cargos públicos, caracterizando uma forma de violência política contra a mulher. Dependendo da motivação dos autores, o crime pode ser tratado judicialmente sob essa ótica.

O g1 entrou em contato com a Meta, empresa responsável pelo Facebook, para obter esclarecimentos sobre a invasão e as medidas adotadas, mas até o momento não houve retorno.

Tecnologia deepfake e ataques virtuais contra mulheres na política

Deepfake é uma tecnologia que usa inteligência artificial para criar ou alterar imagens e vídeos, fazendo parecer que a pessoa fotografada ou filmada realizou atos ou disse algo que não aconteceu realmente. Esse tipo de manipulação tem sido usado para difamar e desestabilizar políticos e personalidades públicas, especialmente mulheres, por meio da divulgação de conteúdos íntimos falsos.

Casos como o da vice-prefeita de Sidrolândia ressaltam a necessidade de políticas e ações para combater esse tipo de violência digital, que atinge diretamente a honra, a privacidade e a reputação de pessoas que exercem funções públicas.

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